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Mais de 54% dos paraenses estão acima do peso, aponta pesquisa

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Recente pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde constatou que mais de 54% dos belemenses estão acima do peso, e reiterou o crescimento de outras doenças associadas à obesidade, como o diabetes e a hipertensão. Esse quadro é bem representativo quando se observa o número de pacientes com quadro de obesidade atendidos no Hospital Jean Bitar (HJB), que é referência no estado em endocrinologia. Entre janeiro e fevereiro deste ano, o centro hospitalar realizou 374 consultas ambulatoriais, a maioria de pessoas em busca de cirurgia bariátrica para redução de peso.

Esse tipo de procedimento chega a 100 por ano no HJB, e cerca de 400 pacientes ainda aguardam para serem submetidos à cirurgia. “Essa pesquisa é muito importante porque mostra a prevalência de doenças crônicas e seus fatores de risco e proteção. Os dados de 2016, liberados agora em abril de 2017, mostraram que, nos últimos 10 anos, a população se tornou mais obesa, mais diabética e mais hipertensa”, aponta a endocrinologista Ana Flávia Cunha.


As irmãs Eugênia Souza, 42, e Daniela Maria, 31, fizeram parte dessa estatística, mas graças à cirurgia bariátrica, realizada pela equipe do Jean Bitar, elas conseguiram sair do grupo de risco. Com esforço e dedicação, além do suporte de atendimento especializado no HJB, que dispõe de equipe multidisciplinar para efetivação do procedimento – único no Pará pela rede do Sistema Único de Saúde (SUS) -, as irmãs perderam 68 quilos e 103 quilos, respectivamente.

Após a cirurgia e a significativa perda de peso, elas comemoram o restabelecimento da saúde, agora sem a ameaça do diabetes e da hipertensão. Residentes no município de Santa Izabel, elas enfrentaram muitas dificuldades para manter o tratamento até chegar ao indicativo da bariátrica. Enquanto esperavam pela cirurgia, elas promoviam bingos, rifas e pediam ajuda de familiares e amigos, tudo para não perder as consultas em Belém.

Eugênia e Daniela seguem à risca toda a dieta e praticam exercícios físicos, como a dança, diariamente, já que mesmo com a cirurgia elas temem por novo ganho de peso. “Agradecemos imensamente à equipe do Jean Bitar pela nossa vitória, que muito além da nossa autoestima, trouxe de volta o nosso bem estar e qualidade de vida, com o auxílio do tratamento que tivemos e continuamos tendo aqui”, declaram.

De acordo com a endocrinologista Ana Flávia, os dados do MS mostram que mais da metade da população brasileira está acima do peso (54,4%), enquanto 18,9% já são obesos. O diabetes, que em 2006 atingia 5,5% da população do País, no ano passado já alcançava 8,9%. O mesmo ocorreu com o percentual de hipertensos, que onze anos trás correspondia a 22,5% dos brasileiros e atualmente chega a 25,7%.

Por outro lado, observou-se que os brasileiros estão praticando mais atividade física em seus momentos de lazer e buscando uma alimentação mais saudável, com mais ingestão de frutas e hortaliças e menos de refrigerante e sucos artificiais. “Isso já é um avanço para obtenção de uma melhor qualidade de vida”.

A Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) é uma pesquisa realizada anualmente pelo MS, desde 2006, por meio de entrevistas telefônicas com pessoas maiores de 18 anos, em todas as capitais brasileiras, para investigação da prevalência de doenças crônicas e seus fatores de risco e proteção. Os dados de 2016 foram liberados neste mês de abril.

O Centro Hospitalar Jean Bitar é um órgão público administrado pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), que está localizado na Rua Cônego Jerônimo Pimentel, bairro do Umarizal, em Belém. Fone: (91) 3239-3800.

Confira aqui a íntegra da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel).

Reportagem: Vera Rojas

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