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Manifestação da FNL cancela viagens de trem e congestiona trânsito em Parauapebas

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A exemplo do dia 7 de setembro, a Frente Nacional de Lutas (FNL), escolheu hoje, 27 de novembro, para fazer um dia de protestos e reivindicações. “Hoje o protesto é contra a Vale, que não cumpriu o acordado com os trabalhadores sem terra ligados à FNL”, explicou um coordenador que se identificou apenas com o pseudônimo de Ceará.

De acordo com o coordenador, a mineradora Vale S. A. não cumpriu o acordo de comprar terras para assentar as diversas famílias que esperam pela promessa, e assim tirar sua sobrevivência e de suas famílias.
Como protesto, a entidade interditou em Parauapebas, área em que a mineradora explora e transporta minérios, duas vias de acesso às minas de Carajás e do Salobo, sendo a entrada da Estrada Raymundo Mascarenhas e a Rodovia Municipal Faruk Salmem; além da Estrada de Ferro Carajás (EFC), via que transporta o minério extraído nas diversas minas da Vale na área conhecida como Região Carajás, compreendendo os municípios de Ourilândia do Norte, Canaã dos Carajás, Curionópolis e Parauapebas.


Na interdição das estradas, os únicos veículos impedidos de passar eram os que estavam a serviço da mineradora, através de empresas terceirizadas, quer seja no transporte de passageiros ou insumos como, por exemplo, combustíveis e outros.
A promessa da FNL é manter as interdições até que a mineradora dê resposta a respeito do assunto.

 

Vale responde

A equipe de reportagens do Portal Pebinha de Açúcar entrou em contato com a Assessoria de Comunicação da mineradora Vale, para que a direção da empresa pudesse se manifestar sobre o assunto, e em nota, a multinacional se manifestou sobre o ato, confira abaixo na íntegra:

“Integrantes da Frente Nacional de Luta (FNL) interditam, desde a madrugada desta segunda-feira, 27/11, a Estrada de Ferro Carajás, a portaria de Carajás e a rodovia Faruk Salmen, no município de Parauapebas (PA), prejudicando o acesso dos empregados e prestadores de serviço e impedindo o transporte de passageiros e cargas. A Vale informa que obstruir a ferrovia e impedir o direito de ir e vir das pessoas são crimes passíveis de multa e prisão e que adotará as medidas judiciais cabíveis para desinterdição das vias e portaria.

A Vale repudia veementemente a ação criminosa e ilegal da Frente Nacional de Luta (FNL) e refuta as afirmações feitas por integrantes do movimento. Em nenhum momento, a empresa fez acordos com a FNL, como informado pelo movimento. A pauta de reivindicações relacionada à infraestrutura e de responsabilidade do Poder Público foi acolhida pelos órgãos públicos competentes que, inclusive, reuniam-se com o grupo em encontros mensais, o que torna ainda mais injustificável a ação intempestiva da FNL. A Vale participou destas reuniões como convidada, atendendo ao convite dos órgãos públicos e também como parte de sua política de responsabilidade social.

A empresa ressalta a sua indignação com atos como este, que não contribuem em nada para o diálogo, e reforça ainda que, diante desta ação ilegal, fica rompida qualquer participação da Vale em tais discussões.
Com a interdição, a operação da Estrada de Ferro Carajás (EFC) está paralisada e o trem de passageiros está suspenso, impactando mais de 1.300 pessoas que diariamente usam o transporte ferroviário. A ação impacta ainda consideravelmente as cidades do Sul e Sudeste paraense, com a possibilidade de problemas no abastecimento de combustível, que é transportado pela ferrovia, além de provocar a queda na arrecadação municipal e a insegurança na implantação de novos empreendimentos na região.
O trem de passageiros não circulou hoje de São Luís para Parauapebas e não irá partir de Parauapebas para São Luís nesta terça-feira. Mais informações podem ser obtidas no Alô Ferrovias: 0800 285 7000″.

Associação comercial repudia manifestação

Em nota divulgada à imprensa, a Associação Comercial de Parauapebas repudiou o manifesto encabeçado pela FNL, veja abaixo:

“A Associação Comercial Industrial e Serviços de Parauapebas – ACIP, vem a publico manifestar o seu REPÚDIO e indignação pelas interdições no dia 27 de novembro de 2017, em Parauapebas, pelo movimento designado Força Nacional de Lutas (FNL).
Para a ACIP esse tipo de atitude, além de ilegal, não traz beneficio algum para o município, colocando em risco a segurança das pessoas, o risco jurídico para atrair investimentos, prejuízo a produtividade das empresas, ao abastecimento de combustível e outros insumos para a região, bem como, transtorno nas viagens de cidadãos de bem, dentre outras perturbações à sociedade.
Não podemos admitir que o direito constitucional de ir e vir seja ferido por razões ideológicas e fora do preceito que norteia qualquer negociação, o dialogo.
Esperamos, de fato que as autoridades constituídas tomem providencias para coibir esse tipo de atitude que virou rotina em nossa cidade”.

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