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Manifestações da FNL entram pelo segundo dia em Parauapebas

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Desde as primeiras horas da manhã da última segunda-feira (27), que membros da Frente Nacional de Luta (FNL) realizam manifestação em pelo menos três pontos diferentes em Parauapebas, gerando assim um verdadeiro caos, tendo em vista que funcionários de várias empresas estão sendo impedidos de trabalhar, trens cargueiros e de passageiros interromperam suas atividades e um grande congestionamento no trânsito está sendo registrado.

Ontem (27), a equipe de reportagens do Portal Pebinha de Açúcar esteve cobrindo as manifestações, que segundo os responsáveis pelo ato, são contra a multinacional Vale. De acordo com um dos coordenadores, a mineradora não cumpriu o acordo de comprar terras para assentar as diversas famílias que esperam pela promessa, e assim tirar sua sobrevivência e de suas famílias.


Como protesto, a FNL interdita em Parauapebas, área em que a Vale explora e transporta minérios, duas vias de acesso às minas de Carajás e do Salobo, sendo a entrada da Estrada Raymundo Mascarenhas e a Rodovia Municipal Faruk Salmen; além da Estrada de Ferro Carajás (EFC), via que transporta o minério extraído nas diversas minas da Vale na área conhecida como Região Carajás.

 

 

Por outro lado, em nota enviada à nossa equipe ontem (27), a Vale disse: “Integrantes da Frente Nacional de Luta (FNL) interditam, desde a madrugada desta segunda-feira, 27/11, a Estrada de Ferro Carajás, a portaria de Carajás e a rodovia Faruk Salmen, no município de Parauapebas (PA), prejudicando o acesso dos empregados e prestadores de serviço e impedindo o transporte de passageiros e cargas. A Vale informa que obstruir a ferrovia e impedir o direito de ir e vir das pessoas são crimes passíveis de multa e prisão e que adotará as medidas judiciais cabíveis para desinterdição das vias e portaria.
A Vale repudia veementemente a ação criminosa e ilegal da Frente Nacional de Luta (FNL) e refuta as afirmações feitas por integrantes do movimento. Em nenhum momento, a empresa fez acordos com a FNL, como informado pelo movimento. A pauta de reivindicações relacionada à infraestrutura e de responsabilidade do Poder Público foi acolhida pelos órgãos públicos competentes que, inclusive, reuniam-se com o grupo em encontros mensais, o que torna ainda mais injustificável a ação intempestiva da FNL. A Vale participou destas reuniões como convidada, atendendo ao convite dos órgãos públicos e também como parte de sua política de responsabilidade social.
A empresa ressalta a sua indignação com atos como este, que não contribuem em nada para o diálogo, e reforça ainda que, diante desta ação ilegal, fica rompida qualquer participação da Vale em tais discussões.
Com a interdição, a operação da Estrada de Ferro Carajás (EFC) está paralisada e o trem de passageiros está suspenso, impactando mais de 1.300 pessoas que diariamente usam o transporte ferroviário. A ação impacta ainda consideravelmente as cidades do Sul e Sudeste paraense, com a possibilidade de problemas no abastecimento de combustível, que é transportado pela ferrovia, além de provocar a queda na arrecadação municipal e a insegurança na implantação de novos empreendimentos na região.
O trem de passageiros não circulou hoje de São Luís para Parauapebas e não irá partir de Parauapebas para São Luís nesta terça-feira. Mais informações podem ser obtidas no Alô Ferrovias: 0800 285 7000″.

Movimento desobedece ordem judicial

Ainda na tarde de segunda-feira (27), a Justiça determinou que os manifestantes desobstruíssem imediatamente as vias, um Oficial de Justiça foi encaminhado até os locais das manifestações, a coordenação da FNL teve acesso ao documento, porém, não obedeceu a ordem e continua com os protestos e interdições de vias e estrada de ferro.

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