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Manifestantes fecham Prefeitura de Curionópolis cobrando dívidas de Adonei

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As atitudes de Adonei Aguiar enquanto estava à frente da Prefeitura de Curionópolis explodiram em uma manifestação que fechou as portas da sede administrativa do município nesta quarta-feira (2). Embaixo do sol de 35 graus do verão amazônico, aproximadamente 80 pessoas que possuem ou possuíam máquinas e caminhões alugados para a gestão dele, além de motoristas contratados, reclamam falta de pagamento há longos meses.

O motorista Agnaldo Rodrigues de Oliveira diz que tem sete meses de pagamentos a receber apenas durante a gestão de Adonei, que foi judicialmente afastado no dia 16 de março deste ano por desvio de recursos públicos. Apesar de ter ocorrido o afastamento, a equipe de governo segue a mesma da gestão do ex-prefeito, com o mesmo corpo de secretários municipais.


“Antes do barco afundar mais ainda, eu pulei logo, saí em fevereiro. Estou com sete meses atrasados”, afirma Agnaldo. De acordo com ele, desde o início do contrato acumulavam-se pagamentos e, vez ou outra, era pago um mês que “quebrava um galho”, mas não era suficiente para cobrir as despesas. “Ficava naquela promessa, de botar esse mês, no outro mês, normalizar… aí vai enrolando, enrolando, e foi desse jeito que aconteceu. O problema é a gente confiar, né? No ser humano”, lamenta, garantindo que caso o problema não seja resolvido a justiça será acionada.

Além de não receber pelo serviço prestado, o que causou mais revolta nas pessoas que alugavam máquinas e caminhões foi ter descoberto, recentemente, que Adonei Aguiar firmou dois contratos milionários com empresas para essa modalidade de aluguel e que as negociações foram realizadas por baixo dos panos, sem ser respeitada a legislação que obriga a transparência no uso dos recursos públicos.

Um dos contratos, no valor de R$ R$ 4.005.648,00, oriundo de uma adesão à Ata de Registro Geral de Preços realizada pela Prefeitura Municipal de Canaã, em 28 de novembro de 2019. A mesma prática foi realizada com outra empresa, mas no valor de R$ 2.541.048,00.

Durante a manifestação, o comerciante Niemen Naves de Sousa relatou uma situação completamente imoral. Ele diz ter descoberto há poucos dias que o contrato de aluguel da carregadeira dele junto à Prefeitura de Curionópolis é de R$ 32 mil. Acontece que ele nunca viu esse documento e nas poucas vezes que recebeu o valor mensal depositado foi de R$ 8 mil.
“Eles falaram pra mim que é R$ 32 mil que tá na folha e eu nunca recebi isso desse contrato. Já liguei pedindo a segunda via do contrato e eles não me nunca me passaram. Diz que é R$ 32 mil que eu recebo, mas só R$ 8 mil realmente transferem na minha conta. Os outros R$ 24 mil devem ser divididos entre o prefeito e o empresário, entre eles lá, eu mesmo não recebo”, diz.

De acordo com ele, os pagamentos ficam até sete meses atrasados e então é depositado um mês. “Tem uns dois meses que eu recebi R$ 8 mil e os outros meses pra trás nunca recebi. Tenho dívida pra pagar, minha máquina quebra e eu não tenho dinheiro pra arrumar, todo dia prometem que vão pagar, todo mês vão resolver e nunca resolve nada”, desabafa.

Rubens Barbosa tem um caminhão que está locado na Prefeitura de Curionópolis há dez meses e diz estar sem receber há seis meses. “Eu era fichado no caminhão, ele me tirou da folha, fiz um empréstimo pra arrumar meu caminhão e ele me tirou da folha. A gente vem aqui e não recebem a gente, voltaram com outro maquinário e deixaram a gente de fora”, afirma, se referindo aos contratos com as empresas.

Rubens trabalhava com caminhão de coleta de lixo e diz que há um mês foi removido dos pagamentos. “O lixo tá tampando a cidade, hoje que botou uma máquina nova aí. Em vez de chamar a agente que é servidora, minha máquina que trabalhava, agora botou outra empresa aí”, afirma, reclamando que o município deveria ter acertado com os prestadores e garantido o trabalho a eles.

Madson James Lopes Rodrigues diz ter um caminhão baú locado para entrega de merenda escolar e que a cada dia fica mais difícil receber pelo serviço. Conforme ele, recebia antes de forma ‘pingada’ e agora, na gestão de Nonato Maranhão, não recebe há quatro meses. Já Edirceu Ferreira Dutra, atua no transporte escolar e está também em situação crítica. “Além de ser pouco, uma mixaria, estamos com quatro meses sem receber”, acrescentando que ninguém sabe explicar sequer como foram feitos os contratos, se eles existem e em quais condições.

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