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Marabá é 2ª em número de casos de dengue

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O aumento nos casos de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti tem preocupado a população de Marabá e também as autoridade de saúde da cidade. Hoje, o município ocupa o segundo lugar, dentre outras 10 cidades do Pará, no número de casos, com 81 confirmados e 101 suspeitos, nos dois primeiros meses deste ano. De acordo com Amadeu Moreira, coordenador de endemias do município, em gestões anteriores faltou investimento e trabalho para frear a proliferação do vetor.

“A gente entendeu que durante algumas gestões essa parte de saúde pública, no que diz respeito a endemias, foi deixada de lado. Com isso, houve um agravamento do problema. Primeiro, na questão de investimentos e também no combate”, assegurou, lembrando que o Brasil passa pela ‘era do Aedes’, o que faz necessária atuação mais eficaz dos órgãos responsáveis. Amadeu estima que o número de casos seja bem maior do que o contabilizado, considerando que muitas pessoas sentem os sintomas, mas não procuram ajuda médica.


O coordenador diz que a situação exige intensificação do combate ao mosquito e ações de prevenção da doença, observando que uma pessoa infectada pode formar uma cadeia de transmissão. “Nós estamos levantando dados, montando estratégias, preparando ações, sendo que este ano já fizemos um trabalho de conscientização e o Dia D, com a participação do exército”, disse.

Amadeu observa que a secretaria municipal de saúde tem atuado efetivamente diante deste quadro, confirmando que houve uma baixa no índice de infestação do Aedes em bairros da cidade, onde antes a incidência era alta. No primeiro Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), divulgado no mês passado, o indicador geral de Marabá estava em 5%, bem acima do tolerado pelo Ministério da Saúde, que é 1%.

Além disso, existiam 45 localidades que apresentavam índices de infestação acima do admitido, sendo os maiores na Folha 11 (25%), Folha 5 (20%), Folha 15 (19,25%), Folha 20 (15,35%) e o Jardim União 2 (16,66%). No entanto, com o novo diagnóstico, as áreas com maior número de infestação passaram a ser a Folha 22 (11,11%), Folha 35 (10,25%), São Félix Pioneiro (9,09%) e Bairro Nossa Senhora da Aparecida, a Coca-Cola, (8,38%).

Para o coordenador, a queda deve-se a ação da própria comunidade no combate ao mosquito. “A população começou a contribuir com a limpeza de quintais e cuidados com a água parada. Então já teve um certo equilíbrio”, atestou, garantindo que as áreas de risco serão trabalhadas brevemente, com o aporte do ‘carro fumacê’. “Falta apenas a chegada do inseticida que é entregue pelo estado. É bom que se diga que a gestão municipal está fazendo o possível para contornar o problema”, frisa.

Criadouros

Amadeu também enfatiza que é preciso se preocupar com os criadouros do mosquito, uma vez que permitem a propagação do inseto de maneira rápida. “E, hoje, as autoridades em saúde pública já confirmaram, através de estudos, que existem mais Aedes aegypti do que a população de mosquitos comuns”, avalia.

O coordenador também diz que há grande preocupação da gestão pública quanto à febre amarela, que também pode ser transmitida pelo Aedes. “A vacinação da febre amarela sempre esteve disponível, mas agora com o crescimento de casos, a procura da população foi tão grande que ficamos sem estoque. Mas o estado já está reenviando um novo lote”, assegura.

Pacientes lotam HMM com sintomas de doenças

Nos últimos dias, a ala de recepção do Hospital Municipal de Marabá (HMM) tem ficado repleta de pacientes com suspeita de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Edilson Lima Viana, morador do Bairro Liberdade, procurou a unidade de saúde na última terça-feira (21) após passar por seis dias de febre intensa.

Ele reclamou do atendimento do local, uma vez que já aguardava atendimento por cerca de 4 horas. “O tratamento aqui sempre foi péssimo e está piorando. E aí tem muitos no mesmo estado, não sou o único”, disse. Já Francisco Douglas Matos, residente do Bairro Amapá, levou a filha pequena ao HMM em busca de atendimento.

Francisco disse que a filha tem sentido dores no corpo, febre e dor de cabeça, lembrando que no seu bairro muitas pessoas têm apresentado os mesmo sintomas. “Queria um atendimento com mais respeito, mas isso aqui tem que melhorar muito”.

Já a família de Maria de Jesus Mendes foi quase toda afetada por doenças transmitidas pelo Aedes. Ela contou que há pelo menos três meses vem sentindo dores no corpo e febre, porém que não chegou a procurar ajuda médica. Ela contou ao CORREIO que filho, neto e sobrinha já apresentaram sintomas de zika, chicungunia e dengue.

(Nathália Viegas com informações de Josseli Carvalho)

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