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Mesmo com dificuldades, Sorri Parauapebas se prepara para reiniciar suas atividades

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Criada pela necessidade de atender pessoas com deficiências, a Sorri Parauapebas vem há 23 anos desenvolvendo um excelente trabalho junto às famílias que tenham pessoas na condição de necessidade especial e empresas que procuram cumprir a cota de contratações conforme a Lei 8.213, de 24 de julho 1991, a chamada Lei de Cotas.

Em Parauapebas, a entidade sobrevive conforme Organização da Sociedade Civil (OSC), recebendo doações de pessoas e empresas, porém, conforme disse sua Secretária Executiva, Arlene de Araújo Galvão, a cultura de fazer doações para este tipo de iniciativa ainda é pouca, o que não torna suficiente, dependendo assim de repasses que a prefeitura municipal faz de acordo com a Lei que ampara formalização de parcerias entre o Poder Público e o Terceiro Setor. “Foram professores quem se uniram para criar esta entidade, pois viram a necessidade de auxiliar alunos com deficiência auditiva. Depois estendemos para outros deficientes e com o passar do tempo vamos nos tornando referência junto à sociedade e às empresas”, explica Arlene, enumerando que hoje, a entidade trabalha com deficientes físicos, intelectual, visual (baixa visão ou monocular).


Outro ponto que Arlene cita como aumento da procura por famílias, é a negativa do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), pois ao notar que a pessoa tem deficiência para alguma atividade, mas tem condições para desenvolver outras, o laudo não é emitido como favorável para que ela se torne uma pensionista. Assim, os familiares procuram a Sorri Parauapebas com o desejo de colocá-la no mercado de trabalho.

Já o que traz as empresas até a Sorri, é a Lei de Cotas, pois a mesma define que todas as empresas privadas com mais de 100 funcionários devem preencher entre 2% e 5% de suas vagas com trabalhadores que tenham algum tipo de deficiência. As empresas que possuem de 100 a 200 funcionários, devem reservar, obrigatoriamente, 2% de suas vagas para pessoas com deficiência; entre 201 e 500 funcionários, 3%; entre 501 e 1000 funcionários, 4%; empresas com mais de 1001 funcionários, 5% das suas vagas. “A maioria o faz apenas por força da lei, assim criam o máximo de obstáculos possíveis para não contratar. Alguns querem um quadro completo de engenheiros; outros já subvalorizam querendo apenas Auxiliar de Serviços Gerais(ASG)”, conta Arlene, lamentando a postura dos empresários, apontando a baixa escolaridade e a falta de qualificação profissional como as principais causas da não contratação de pessoas com deficiência, além da adaptação necessária na estrutura física das organizações, para que os espaços possam ser adequados ao trabalho e ao deslocamento dos profissionais.

Mesmo assim, atualmente, existem milhares de pessoas com deficiência formalmente empregadas no Brasil, todas foram contratadas beneficiadas pela Lei de Cotas, o que comprova a importância da Lei.

A Sorri Parauapebas além de encaminhar para o mercado de trabalho o público de deficientes adultos, realiza qualificação para crianças a partir dos 8 anos de idade. As inscrições para os cursos já iniciarão este mês de janeiro.

Apesar da obra que está sendo realizada no prédio da entidade, os trabalhos da Sorri Parauapebas não pararam e, de acordo com Arlene, o ano começou bem e com a agenda lotada. A partir do dia 8, segunda-feira, a equipe volta do recesso para fazer cadastro de interessados a ingressar no mercado de trabalho, além de visitas às empresas; a partir do dia 15 inicia a organização do curso de informática básica para crianças e adultos com e sem deficiência.

Tão logo seja restabelecida o funcionamento da Sorri Parauapebas, deverão ser retomados os demais cursos que já fizeram parte da grade da entidade que são:

Empregabilidade, com 5S, CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas);
Marketing Pessoal;
Informática, oferecendo noção administrativa;
Auxiliar administrativo;
Excelência no atendimento; Camareiro, Empacotador;

“No momento, as condições físicas e humanas permitem oferecer apenas informática básica e o acompanhamento para a empregabilidade”, conta Arlene, esclarecendo que para a comunidade se adaptar para o convívio com o deficiente auditivo, a Sorri Parauapebas oferece cursos de Libras – Língua Brasileira de Sinais, sendo feito em 5 módulos de três meses com aulas semanais.

O contato com a Sorri Parauapebas pode ser feito através do telefone: (94) 98101-3698 ou em sua página no Facebook: https://www.facebook.com/sorriparauapebas.parauapebas.

Reportagem: Francesco Costa / Da Redação do Portal Pebinha de Açúcar

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