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Minério de ferro cai à mínima de 10 anos na China com crise no mercado de aço

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A tonelada do minério de ferro chegou nesta terça-feira (24) a 43,40 dólares, o preço mais baixo dos últimos dez anos, e caminha para, brevemente, menos de 40 dólares. A China continua alérgica a engolir, com a mesma fome de antes, o melhor minério de ferro do mundo, saído das entranhas de Parauapebas. O efeito disso se torna cada vez mais agressivo para quem vive aqui.

O impacto do preço do minério tão baixo como tal, no curtíssimo prazo, é a diminuição ainda maior da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem), aquela conhecida por royalties de mineração e que ocupou, entre 2009 e 2013, o primeiro lugar entre as fontes de recursos que compõem a receita de Parauapebas. Com o preço do dólar também em queda (hoje cotado a R$ 3,71), frente ao pico de R$ 4,30 atingindo meses atrás, a diminuição da arrecadação da Cfem por Parauapebas será fatal.


No médio prazo, a baixa no preço do minério vai causar arrocho salarial para os trabalhadores das minas da Serra Norte de Carajás, em Parauapebas, além de desemprego em efeito cascata, já que a dinâmica econômica do município gravita em torno de operações minerais em dólar – leia-se: operações da mineradora Vale.

Na perspectiva de longo prazo, Parauapebas vai experimentar o encolhimento de seu Produto Interno Bruto (PIB) de maneira violenta, o que poderá afastar investidores, dado o caráter cíclico e imprevisível de sua economia, que não apresenta diversificação e, ao diminuir, mostra-se insustentável.

Reportagem: André Santos – Colaborador do Portal Pebinha de Açúcar

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