Confirmados
27.650
Recuperados
18.995
Óbitos
190

 Publicidade

Ministério Público e OAB entram na luta para encontrar família de Gabriel

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp

Por Lima Rodrigues, colaborador do Pebinha de Açúcar

A notícia publicada aqui no Pebinha de Açúcar sobre a história de Gabriel Costa de Carvalho, o andarilho maltrapilho que anda descalço pelas ruas de Parauapebas, teve mais de 200 mil acessos, incluindo os quase 70 mil na página do site no Facebook, e comoveu muita gente da cidade e da região sudeste do Pará.


Uma dessas pessoas foi o advogado Gildásio Teixeira Ramos, que faz parte da Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Dr. Gildásio me procurou e conversamos na tarde de segunda-feira. Na terça-feira pela manhã, ele me levou até o promotor de Justiça Hélio Rubens, do Ministério Público Estadual, em Parauapebas.

“Você escreveu uma história muito interessante e comovente. Fiquei interessado pelo caso e estou aqui para lhe ajudar a encontrar a família de Gabriel”, declarou Gildásio Teixeira, para minha alegria e felicidade, levando em conta que o objetivo da matéria é encontrar a família do andarilho.

Na conversa com o promotor Hélio Rubens ficou claro, por parte do Ministério Público, que não se trata de uma pessoa violenta. Ele é tranquilo, não perturba ninguém e não aceita ajuda de ninguém. “Aquele homem que todo mundo já viu pelas ruas de Parauapebas, maltrapilho, precisa é da nossa ajuda. A gente nota até que, mesmo naquela situação, ele é um homem feliz. Não mexe com ninguém e vive no mundo dele, tranquilo. Mas precisamos mudar a vida dele e, se encontrarmos sua família, seria bem melhor”, disse Hélio Rubens.

Hélio Rubens (Ministério Público); Lima Rodrigues (jornalista) e Gildásio Teixeira Ramos (advogado)
Hélio Rubens (Ministério Público); Lima Rodrigues (jornalista) e Gildásio Teixeira Ramos (advogado)

 

Ficou decidido, então, que o MP vai enviar imediatamente um ofício ao secretário de Assistência Social de Parauapebas, Jorge Antônio Benício, solicitando que a Semas indique num prazo de dez dias psicólogos e psiquiatras para que, “de forma tranquila, sutil e gentil, tente se aproximar de Gabriel nas ruas da cidade e colete o máximo de informações possíveis, com o objetivo de encontrar algum familiar dele e reverter esta situação em que ele se encontra”.

O promotor decidiu também, de forma informal e numa verdadeira corrente de solidariedade, telefonar para a titular da 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil de Parauapebas, delegada Yana Azevedo, para que seja acionada a Polícia Civil de Formosa (GO) e Cametá (PA), cujas cidades Gabriel se refere constantemente, para saber se algum parente dele mora nessas cidades.

“Como ele disse que é de Formosa e que tem filhos em Cametá, não custa nada tentarmos obter informações naquelas cidades, em busca de algum parente dele”, afirmou Hélio Rubens, que estipulou um prazo de 30 dias para o recebimento completo do relatório da Semas sobre a história de Gabriel.

 

Com o apoio do Ministério Público Estadual, da Seccional da OAB em Parauapebas, na pessoa do advogado Gildásio Teixeira; da Polícia Civil, da Semas e de outras pessoas, com certeza em breve encontraremos a família de Gabriel Costa de Carvalho, cujo nome foi dito por ele em conversas intercaladas que tivemos em um período de um ano e meio.

Publicidade

Veja
Também