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Moradores do Bairro Novo Horizonte temem ser despejados e fazem protesto na prefeitura

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Um grupo de moradores do Bairro Novo Horizonte fez manifestação na manhã da última quinta-feira (7) em frente à Prefeitura de Parauapebas cobrando uma solução do governo para a situação deles, que estão ameaçados de serem despejados do local, onde alguns já residem há mais de 15 anos. Segundo os manifestantes, o bairro iniciou a partir de uma ocupação em 2002.

Nas gestões anteriores, houve diálogo com o governo e uma parte dos ocupantes conseguiu a doação de lotes pelo município. No entanto, na atual gestão, não houve mais negociação e o dono da área ingressou com ação na justiça, pedindo a reintegração de posse.


Houve um acordo, em que os ocupantes se comprometeram em pagar os lotes, mas não poderiam atrasar mais do que seis parcelas da prestação. No entanto, os manifestantes dizem que boa parte deles está desempregada e não tem como quitar o débito.

Temendo ser despejados a qualquer momento, eles dizem que já procuraram várias vezes a prefeitura para tentar que o governo faça a desapropriação do terreno e depois estipule uma taxa para que eles possam pagar pelos lotes. “A gente não quer de graça, mas a prestação tem que ser em um valor que a gente tenha condições de pagar”, diz Marivânia Maria da Silva, que mora no bairro há 15 anos.

Ela conta que a negociação feita com o proprietário do terreno foi sob pressão, porque havia mandado de reintegração de posse da área. “Negociamos sem ter condições de pagar, porque íamos ser despejados”, argumenta.

Com cartazes e fazendo barulho, os manifestantes acabaram chamando a atenção do governo, principalmente após a chegada da Imprensa. O chefe de gabinete Wanterlor Bandeira pediu que um grupo se reunisse com ele no gabinete.

O presidente da associação do bairro, Antônio Barros, conhecido como Itaituba, foi impedido de entrar com a comissão, sob alegação de que ele estava a mando de um vereador que faz oposição ao governo. Revoltado com o posicionamento do chefe de gabinete, ele fez severas críticas ao servidor, dizendo que a ‘prefeitura é do povo’ e não de meia dúzia de apaniguados.

Na avaliação de Barros, essa atitude demonstra o estilo de governo que hoje está no poder, que ‘despreza o povo’ e ainda persegue aqueles que lutam pelos seus direitos. “Nossa luta é por moradia. Não estamos aqui fazendo política. E outra coisa, prefeito, a prefeitura não é sua. É do povo. O senhor, infelizmente, está como prefeito”, criticou.

Ele diz que assim como o Novo Horizonte, outros barros da cidade nasceram de ocupação e os governos sempre buscaram regularizar essas áreas. Inclusive, o próprio prefeito Valmir Queiroz Mariano teria garantido que ia regularizar a área. “Essa é mais uma promessa não cumprida desse governo, que é craque nessa prática”, diz.

De acordo com o presidente da associação, a cidade hoje tem 86 bairros. Desses, 35 ainda não estão regularizados. “Essa é uma questão que estamos debatendo no conselho, mas os avanços são lentos”, lamenta Barros.

Reportagem: Tina Santos / Grupo Correio de Comunicação

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