Moradores do Residencial Vale do Sol reclamam da ausência de transporte público

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O Residencial Vale do Sol foi entregue há pouco mais de um mês para 424 famílias de Parauapebas, uma delas entrou em contato com a equipe de reportagem do Portal Pebinha de Açúcar, sem se identificar, uma mulher disse que o sistema de transporte público no residencial é deficiente.

“Desde que nos mudamos não vem transporte para nós, preciso há dias levar minha filha em um posto de saúde. Ir caminhando pela Faruk Salmen é perigoso, e sem falar na distância. Quem tem transporte sai, e que não tem?”, questiona a dona de casa, dizendo que quando precisa sair para resolver seus afazeres em outros bairros é preciso pedir ajuda aos familiares que possuem transporte próprio.


De acordo com a mulher, a falta de transporte é apenas um dos problemas enfrentados pelos moradores. “Passamos o Natal sem água, as vezes ficamos sem água nos dias de domingo também”, relata.

A equipe de reportagens do Portal Pebinha de Açúcar tentou entrar em contato com a Direção da Central das Cooperativas que administra o transporte coletivo em Parauapebas, para que a mesma comentasse sobre o assunto, porém, os diretores não foram encontrados.

Residencial Vale do Sol

Dotado de toda infraestrutura básica, o projeto conta com 424 unidades habitacionais, com área de 45m². Além das moradias, a Prefeitura afirma que irá construir também equipamentos públicos: uma Unidade Básica de Saúde, uma Escola de Educação Infantil, bem como, playground, pavimentação com piso rústico das áreas e academia ao ar livre.

O Vale do Sol custou aos cofres públicos cerca de 27 milhões de reais frutos dos recursos próprios do município.

Investigações

O residencial Vale do Sol é alvo de denúncias encaminhas ao Ministério Público do Para (MP-PA) por apresentar problemas nas estruturas de algumas unidades, como portas danificadas, fossas irregulares e erosões no solo.

De acordo com o promotor de Justiça, Hélio Rubens, em entrevista ao canal televisivo TV Correio, dois dias antes da entrega, será feita perícia técnica pelo MP para apurar o caso. “Se percebe algumas inconsistências do projeto, vamos fazer a nossa produção de provas”, disse na época.

Reportagem: Stéfani Ribeiro – Da Redação do Portal Pebinha de Açúcar

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