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Moradores se dizem prejudicados e denunciam obra de instalação de linhão em Parauapebas

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A denúncia chegou à nossa redação por moradores que, coletivamente protestam, mas, preferem não se identificar. De acordo com eles, a Celpa, concessionária de energia elétrica, está executando o projeto de um linhão de alta voltagem nos bairros Alvorá, Nova Carajás, Apoena e Residencial Amazônia; o sistema, que alimentará a subestação de energia em Parauapebas está, na opinião dos populares, cheio de irregularidades.

Uma das irregularidades citadas pela população é que este tipo de rede não pode passar por perímetro urbano, pois, é passivo de provocar acidentes, sendo um deles a queda de postes e o rompimento de cabos que pode causar destruição de residências e até morte; a distância dos postes em relação às áreas ocupadas deve ser de 16 metros o que daria em ambas as direções uma área de servidão de 32 metros.


Na opinião dos moradores, há como a Concessionária construir o linhão sem passar sobre o perímetro urbano, o que se tornaria bem mais oneroso. “Já ingressamos com uma ação no Ministério Público, mas, a obra continua”, conta uma moradora que se diz prejudicada com a obra.

Já que a justiça não manda parar a obra, a população tem tentando impedir o trabalho de funcionários contratados da Celpa, como foi constatado por nossa equipe de reportagens que foi ao local e conferiu a situação de grandes buracos cavados, alguns, praticamente na entrada de garagens e sobre as calçadas, o que compromete o acesso de pedestres. “Não fomos avisados sobre a instalação deste linhão. Não somos contra a obra, mas, a seu traçado. O que sentimos é o descaso com a população e os animais, por não ter respostas das autoridades”, denuncia a moradora Elcia Guimarães.

 

RESPOSTA DA CELPA

Fizemos contato com a Assessoria de Comunicação da Celpa que, prontamente respondeu através de nota; esclarecendo que a obra atende todas as determinações necessárias para a construção da linha de distribuição Parauapebas II; e que os documentos que atestam a regularidade da obra foram emitidos pela Secretaria de Estado e Meio Ambiente e Sustentabilidade; além do Termo de Autorização de Uso e Ocupação do Solo para a obra, emitido pela Prefeitura de Parauapebas, atestando que o projeto está em conformidade com as normas ambientais e liberou todas as licenças para que a concessionária dê continuidade nas obras.

Em relação aos postes que serão implantados nas calçadas, a concessionária diz na nota que, atendem as normas técnicas do setor e também ao pedido da prefeitura do município que sinalizou que as calçadas deverão ter no mínimo 2 metros de largura, atendendo aos 80 cm de largura mínima para cadeirantes.

Em relação à altura dos postes, a empresa também esclarece que o projeto atende as normas vigentes, pois a distância mínima adotada será de 10,50 metros do solo, ficando 2,5 metros acima do que determina a norma e, assim, elimina os supostos riscos de exposição à radiação eletromagnética.
Sobre a suposta ausência de faixa ou área de servidão, a distribuidora informa que está adotando o padrão aplicável para áreas urbanas, cujo cálculo deve levar em consideração as especificações locais. No projeto em questão serão 2,6 metros de distância de segurança, sendo 1,3 metros para cada lado, a partir do cabo condutor. Para as condições de engastamento (a parte do poste que ficará dentro do solo para garantir a sustentação), a empresa também está seguindo as normas, que determinam que o mesmo deve ser de 3 metros.

Por fim, a Celpa reforça que a obra é de grande importância para atender a grande demanda de fornecimento de energia que ocorre em Parauapebas. No total, a nova subestação e a linha de transmissão deverão beneficiar mais de 120 mil famílias na região.

Reportagem: Francesco Costa | Da Redação do Portal Pebinha de Açúcar

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