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Morte de mecânico após ser detido pela Polícia Militar repercute em Parauapebas

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Marcone Pereira de Alencar era bastante conhecido na cidade

A Polícia Militar de Parauapebas foi pronta em atender uma denúncia que dava conta estar havendo uma confusão no Bairro Cidade Jardim que chegou às vias de fato. De acordo com relatos da guarnição, ao chegar ao local, nenhum dos envolvidos apresentou resistência, tendo sido um deles conduzido sem algemas no banco de trás da viatura; porém ao se aproximar da 20ª Seccional de Polícia Civil, teria aberto a porta do veículo e se jogado para fora do veículo em movimento.

Ainda de acordo com as informações, como resultado do ato, o detido teria batido a cabeça no chão e apesar de ter sido socorrido com vida pelos profissionais do SAMU e encaminhado ao Hospital Geral de Parauapebas (HGP), sofreu traumatismo craniano tendo em seguida morte encefálica.


Trata-se de Marcone Pereira de Alencar, mecânico, dono de oficina mecânica; que segundo seu irmão, havia se envolvido em uma briga com um funcionário que também é seu sobrinho, na noite de sábado (30) para domingo (1), desentendimento que estava sendo contido. No momento em que rolava a confusão, um vigilante noturno entrou no local na tentativa de “apartar” os brigões e teria sido atingido. O tal vigilante teria acionado a Polícia Militar que chegou ao local e entrou em ação efetuando a detenção do empresário.

A família de Marcone Pereira de Alencar diz não acreditar na versão contada pelos policiais e pede justiça.

Nas redes sociais, uma irmã de Marcone se manifestou e disse: “Meu irmão não pulou da viatura não. Ele foi assassinado se não foi pela PM foi pelos vigilantes. E as provas estão nas câmeras e em todo o corpo dele e não é raladuras não. E sim hematomas de pancada. Agrediram meu irmão brutalmente. Na base da covardia. Tiraram a vida de um pai de família sem nem pensar na dor que está causando em todos. Pensavam que o meu irmão fosse um zé ninguém. Agora que estão sabendo quem ele era, a polícia está com medo com tanto medo que ir até atrás das imagens das câmeras foram”.

Por sua vez, o comandante do 23º Batalhão da Polícia Militar em Parauapebas, Gledson Santos, concedeu entrevista coletiva na última segunda-feira (2) e disse que o caso está sendo apurado, devendo ser verificado a movimentação da viatura além das câmeras de segurança que existem nas proximidades dos locais, tanto da prisão, quanto do ato que levou a vítima a óbito, nas proximidades da 20ª Seccional de Polícia Civil.

Major Gledson Santos – Comandante da PM

 

Quanto não haver registro na Polícia Civil sobre a confusão que resultou na detenção do empresário, Gledson reconhece ter sido uma falha dos policiais, porém, diz existir um livro de ocorrência no Quartel da PM, chamado livro de partes, e neste, a ocorrência consta registrada. “O resultado e a punição dos policiais, caso tenham feito algo irregular, ainda é prematuro. O inquérito foi aberto e tudo será examinado e no final das investigações teremos um parecer certeiro”, explicou o comandante do 23º Batalhão de Polícia Militar.

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