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Mulher com transtorno mental mata e desossa cachorro

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Um caso inusitado ocorreu em Itupiranga, na manhã de terça-feira (16), e causou horror em moradores da cidade, que acionaram a Polícia Militar. Jesuslene Silva dos Santos, que aparenta ser portadora de deficiência mental, foi flagrada desossando o próprio cachorro, morto e pendurado pelo pescoço, na frente de sua residência.

De acordo com o major Emmett Alexandre Moulton, comandante da Companhia de Polícia Militar no município, os policiais acionados foram até a casa e constataram a veracidade da informação. “Tivemos a informação de que uma senhora, a qual possui problemas mentais, tinha matado o próprio cachorro e o estava desossando. Ela tirou a pele e estava tirando partes da carne em forma de bife, que era para fazer como alimentação dela mesma”, relatou.


Ainda de acordo com ele, a forte cena causou repulsa inclusive nos policiais militares. “Não estamos acostumados a ver esse tipo de situação. Ela tinha desossado praticamente todo o cachorro, tirado as vísceras, o estômago. A vizinhança estava bastante incomodada, nervosa e com medo dela, até por que ela estava manuseando um terçado grande”, relatou.

O major explicou que os militares dialogaram com a mulher e conseguiram fazer com que ela soltasse a arma branca. “Em seguida fizemos a detenção dela e providenciamos para que o cachorro fosse enterrado em um terreno baldio próximo. Levamos ela para a Delegacia de Polícia Civil para fazer os procedimentos por que foi configurado crime ambiental”.

Contra Jesuslene foi confeccionado um termo circunstanciado de ocorrência pelo Artigo 32 da Lei 9.605, que trata de crimes ambientais. De acordo com o artigo em que foi enquadrada, a pena para quem “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos” é de detenção de três meses a um ano. A mesma pena é aplicada a quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos e é aumentada de um sexto a um terço se ocorre morte do animal.

O procedimento, no entanto, é remetido ao Poder Judiciário e a pessoa enquadrada tem o direito de respondê-lo em liberdade. A Polícia Militar, no entanto, procurou o Ministério Público do Estado do Pará e o Poder Judiciário para tratar da condição de saúde da mulher. “Essa senhora tem problemas mentais e precisa de tratamento ou de internação por que a vizinhança está com medo. Já houve outras ocorrências envolvendo ela, que já danificou o veículo de um cidadão. Ela realmente está com problemas e é um perigo para ela e para a sociedade. Inclusive deve ser pedida a internação dela para que seja submetida a tratamento”, finalizou o major.

Reportagem: Luciana Marschall / Grupo Correio de Comunicação

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