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Multidão de desempregados lota a Semed atrás de emprego

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Uma das pautas que dominaram uma reunião com os titulares da Secretaria Municipal de Educação de Parauapebas (Semed) é o desemprego que se abateu no município. Ele tem trazido reflexos direto no cotidiano da secretaria, desde o primeiro dia de trabalho de 2017, iniciado na segunda-feira da semana passada, dia 2. Atualmente, de acordo com números do Ministério do Trabalho e Emprego, Parauapebas começou este ano com um exército de 37 mil desempregados, número recorde que, somente nos últimos 4 anos, foi acrescido em 12 mil.

Em apenas uma semana, mais de 4.000 populares já passaram pelos corredores da Semed, conforme levantamento interno feito pela pasta. A média de atendimentos diários chega a 400 apenas na parte da manhã, realizados pelo secretário de educação, Raimundo Neto, três assessoras e o adjunto Antonino Brito.


O perfil dos desempregados varia conforme o cargo pretendido, mas abrange desde o chefe de família sem perspectiva de emprego até o jovem que busca a primeira oportunidade, além de senhoras praticamente em idade de aposentar que não conseguem mais recolocação no mercado de trabalho. Há outro filão também de ex-servidores temporários que foram desligados do quadro da Semed ainda em novembro, quando a gestão anterior distratou 1.235 contratos para que fosse possível pagar em dia os salários de dezembro e o décimo terceiro.

“As pessoas precisam entender que não podemos contratar todo mundo, infelizmente. É comovente ouvir as histórias diárias, de sofrimento, de famílias passando necessidade, mas são situações em relação às quais nada podemos fazer”, lamentou o secretário de educação, mostrando-se preocupado com o risco de não conseguir honrar o pagamento dos servidores dado o contraponto existente entre a queda dos repasses constitucionais e a elevada despesa com pessoal da Semed.

CONTAS CRÍTICAS

Em 2016, a folha de pagamento consumiu 79% do orçamento da secretaria, e caso as contratações excedam o limite da razoabilidade, poderá haver problema com o pagamento de salários. Além disso, por conta de determinação judicial, a Prefeitura de Parauapebas não poderá firmar um contrato sequer com professor de disciplinas específicas enquanto o concurso realizado em 2014 e que foi prorrogado estiver em validade.

“A situação é grave, mas a pessoa que está desempregada não quer compreender isso. Ela quer saber do emprego, mesmo sem considerar que, se a contratarmos, corremos o risco de ficarmos, todos, sem salário por não haver recurso suficiente para a folha de pagamento”, esclareceu.

Uma parcial realizada na última sexta-feira (6) na Semed apontava que até o dia anterior, quinta-feira (5), em torno de 35% das vagas disponíveis para contratação já haviam sido preenchidas, sem contar a lotação essencial das escolas, nos cargos de direção, vice-direção e secretaria. Com eles, a ocupação dos cargos aumenta para 50%. Até o meio-dia desta terça-feira (10), 90% dos cargos disponíveis na Semed já haviam sido preenchidos.

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