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Mutirão de combate à leishmaniose registra números positivos

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O pontapé inicial para vencer um mal que assustava a população de Parauapebas, o combate a leishmaniose, foi iniciado no dia 18 de junho com o mutirão de combate que aconteceu em 50 bairros, onde cerca de 10 mil cães foram testados com um resultado de aproximadamente 3 mil infectados.

“As escolhas do dono do animal infectado com leishmaniose eram entregá-lo para a eutanásia ou o tratamento. Porém, a primeira opção foi oferecida gratuitamente pelo município e o tratamento transcorre por conta do dono do animal e por ser caro muitos preferem entregar para ser sacrificado”, esclarece Carlos Damasceno, coordenador de vigilância ambiental, detalhando que caso o dono do animal prefira levar de volta para casa, é orientado dos riscos que está expondo seus familiares e toda a vizinhança.


O plano de execução da campanha nos bairros foi divulgado para que a população pudesse participar, pondo para a parte externa entulhos, resíduos e demais materiais a serem recolhidos, bem como para receber os agentes, que levaram orientação a respeito do assunto.

“A equipe foi toda preparada para a campanha, desde o conscientizar quanto aos riscos e ainda da importância de manter limpo os espaços de sua casa e quintal”, lembra Carlos Damasceno, dando como certo que o objetivo foi alcançado.

A ação do governo, realizada em todo o segundo semestre deste ano, contou com o envolvimento de diversas secretarias.

“Formamos esse mutirão, que é uma ação de governo, envolvendo várias secretarias, o que fez dele uma grande ação, passando por todos os bairros de Parauapebas”, afirmou José das Dores Couto (Coutinho), secretário municipal de Saúde, detalhando que o mutirão aconteceu visando conseguir inibir a ameaça eminente da leishmaniose, assim como conseguiu fazer com a dengue e a chikugunya, zerando os casos no município.

Por isso, as medidas tomadas, bem como a estratégia adotada no combate ao mosquito transmissor da doença, percorreram por todos os bairros de Parauapebas, com visitas domiciliares dos Agentes Comunitários de Endemias (ACE) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS), que orientaram a população, e os veterinários, que avaliaram os animais, além dos Agentes de Urbanismo, no recolhimento de todo e qualquer entulho nos quintais dos domicílios, roçagem de terrenos baldios e podas das árvores.

“A Semurb entrou com tudo. Na realidade, o que compete à pasta da Semurb a gente colocou à disposição desta campanha de combate à leishmaniose”, contou o secretário municipal de Serviços Urbanos, Edmar Lima Cruz.

O resultado positivo e o sucesso da campanha não foram uma vitória apenas dos agentes do governo. Foi graças à aderência da população, que atendeu ao apelo do governo, contribuindo com a limpeza dos quintais e retirando para ser recolhido pela equipe da Semurb.

“Contribuí, sim, colocando as galhadas e o lixo para fora, com o intuito de ajudar na limpeza. Esta é uma ótima campanha que o governo fez em favor de nossa saúde”, afirmou o morador Valdeci Ferreira.

Durante todo o período da campanha, as equipes de agentes de combates às endemias, em conjunto com os agentes comunitários de saúde, visitaram as residências, em algumas sendo recebidos pelo morador, mas várias delas fechadas, e por mais que insistiram não apareceu alguém para atendê-los.

“Muitos moradores têm receio de abrir a porta, devido ao alto índice de violência, mas muitos casos as pessoas não estão em casa, aí marcamos momento adequado para retornar”, detalhou José Sousa, Agente Comunitário de Endemias.

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