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‘Não falei que ia te matar?’, diz homem que jogou ácido no rosto da ex companheira

Júlio César dos Santos Villa Nova, de 55 anos, é acusado de jogar ácido nos olhos da ex-companheira, na última quinta-feira (25), no Distrito Federal.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele entra na casa da ex, em Sobradinho.


A vítima, Cácia Regina Pereira da Silva, de 47 anos teve os olhos atingidos por um líquido corrosivo, após essa ação, ele sacou um revólver, porém a arma falhou. Parentes afirma que a mulher está “irreconhecível”.

Após o ataque, a mulher sai correndo em direção a rua em busca de ajuda. Ela está internada no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), e seu estado de saúde é gravíssimo.

De acordo com familiares, Júlio tirou a própria vida após agredir a ex-esposa. Ele teria conseguido a chave da casa da ex-companheira e fez uma cópia sem que ninguém soubesse. O que aponta que o crime foi premeditado.

O casal estava separado há mais de dez anos e tem uma filha adolescente, de 13 anos.

De acordo com Wander Machado, delegado plantonista da 13ª Delegacia de Polícia (Sobradinho), Júlio sabia que a filha não estaria no local, o que mais uma vez, leva a polícia a acreditar que ele premeditou o crime.

“Não falei que eu ia te matar?”, teria dito ele a Cássia. “Se você não é minha, não vai ser de mais ninguém”. Em seguida, jogou ácido sulfúrico nos olhos da ex-companheira.

Logo após, ele tentou dar quatro disparos na vítima, mas o revólver calibre 32 falhou. A mulher conseguiu fugir para um bar, onde pediu socorro. Ela recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhada para o hospital.

O crime

Nas imagens divulgadas pela Polícia Civil, é possível ver o homem se aproximando do portão da casa da ex. Por volta das 20h, ele olha por debaixo do portão e retorna para o carro.

Ele volta para a casa com uma mochila nas costas, abre o portão e entra. Segundos depois a vítima sai para a rua, em busca de ajuda.

“É possível ver que, quando ele chega, fica no carro esperando criar coragem”, diz Hudson Maldonado, delegado-chefe da 13ª DP. “No último vídeo, com zoom, aparece a mão dele empunhando a arma de fogo”, frisou.

Maldonado diz que a forma como o ácido e a arma foram adquiridos ainda está sendo investigada. Não há registros anteriores de ocorrências policiais contra o vigilante desempregado. No entanto, uma pessoa próxima da família contou ao Metrópoles que Cácia já vinha sendo ameaçada havia três anos.

“Ela dizia que achava que ele não tinha coragem de fazer”, disse um familiar. Ainda segundo a mesma pessoa, os médicos disseram que nada mais pode ser feito por Cácia. Quando ela chegou no bar, já apresentava fraturas expostas e perda de cabelo.

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