Single Posts
Confirmados
26.267
Single Posts
Recuperados
15.327
Single Posts
Óbitos
177

 Publicidade

Não fez mais do que sua obrigação!

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Não fez mais do que sua obrigação!

Pai: – Eu te criei, dei casa, comida, carinho, amor; passei dificuldades para cuidar de você, e é assim que me trata?

Filho: – Não fez mais do que sua obrigação!


Quem ainda não passou por algo assim?  Ao ouvir uma resposta desta, o mundo da pessoa desaba. O nome disto é INGRATIDÃO! Mas, o que leva os pais a reforçarem aos filhos, lembrá-los do tanto que foram zelosos com eles? É preciso jogar na cara? Ou é uma forma de chamar a atenção?

Quando as pessoas estão no auge de uma discussão, sempre apelam para as ofensas. Não pensam nas consequências das palavras mal ditas. O resultado é sempre ruim. A ferida causada por uma pedra atirada da cabeça pode cicatrizar, mas sempre haverá o medo de ser atingido novamente. Isto leva a pessoa a ficar na defensiva, o que é terrível, principalmente quando se trata de se defender de alguém que é amado!

Mesmo que atiremos na cara de uma pessoa desconhecida uma frase assim, não estamos procedendo bem. Custa reconhecer o bem feito e agradecer? Se um bombeiro te salva de um incêndio, é certo dizer-lhe “não fez mais que sua obrigação?” É certo dizer a mesma coisa para um atendente que te recebe bem e te presta um bom serviço? Ou para médico que salva sua vida, para o policial que te protege? “NÃO FEZ MAIS QUE SUA OBRIGAÇÃO!”

O Estatuto do Idoso surge como uma forma de regular e detalhar o Artigo 229 da Constituição Federal, que define “os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, e os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade” Ou seja, legalmente, é obrigação dos filhos cuidarem dos pais na velhice, tanto quanto dos pais cuidarem dos filhos até a idade adulta! Mas eu nunca vi ou ouvi pais idosos dizerem aos filhos que não fizeram mais que a obrigação deles. Sempre vejo o contrário!

Estou escrevendo sobre isto, porque foi a frase que mais ouvi em audiências de pensão alimentícia e guarda de filhos. São muitos os pais que não fazem mais do que são obrigados a fazer. O caso mais famoso no Brasil é o do Pelé, que rejeitou a filha, mesmo depois do exame de DNA comprovando a paternidade. São pais que não têm laços afetivos com os filhos e não os reconhecem como tais, cumprindo apenas o que a Justiça determina. No entanto, poucas pessoas sabem disto, é possível mover uma ação judicial contra os pais que abandonam os filhos afetivamente. Não existe lei sobre o assunto, mas existem várias ações que norteiam os juízes na decisão. Há que se levar em conta o disposto no Art. 232 do ECA: “Submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento: Pena – detenção de seis meses a dois anos”. Mas, é possível obrigar um pai a amar um filho? Ou um filho a amar um pai? Amor não se pede, se recebe, se oferta.

Outros casos famosos são o da Suzane von Richthofen que foi condenada a 29 anos de prisão por matar os pais e o dos Nardoni que mataram a jovem Isabella! Quantos por aí não fazem o mesmo?

E, mesmo quando existe muito amor, carinho e cuidado, ainda existe quem não os reconheçam. Não é raro ver garotas de 14, 15, 16 anos ou mais, ou até menos, fugindo de casa com o primeiro aventureiro que mal conhecem e por quem se apaixonam. Deixam a família que tanto as ama, para se aventurarem pelo desconhecido, em nome de uma paixão tresloucada. E o pior é que elas voltam, e voltam grávidas ou com filhos para cuidar. O que os pais fazem? Abrem as portas sorridentes. Como no caso bíblico da volta do filho pródigo!

Então, quando não existem amor, convivência, sentimento paterno; quando não existe reciprocidade na amizade, no carinho, na afetividade, não há o que possa ser feito. Neste caso, a pessoa irá ouvir: NÃO FEZ MAIS QUE SUA OBRIGAÇÃO!

Publicidade

Veja
Também