Número de novos casos de HIV/AIDS se mantém estável durante a pandemia em Parauapebas

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp

Milka Régia concedeu entrevista ao Portal Pebinha de Açúcar

“Mesmo no período de pandemia, iniciada em 2020, os números de casos de HIV e AIDS se mantiveram semelhantes em relação ao ano anterior, 2019”, explica Milka Régia, enfermeira do Centro de Testagem e Aconselhamento de Parauapebas (CTA), mensurando que em 2019 houveram 167 casos positivos de HIV/AIDS confirmados na unidade de Parauapebas.

Em 2020, o número manteve proximidade com do anterior, 164. E nos cinco primeiros meses de 2021, já chega a 83 o número de casos positivos.
Porém, nem todos os casos são de moradores de Parauapebas, pois, em busca de discrição, muitas pessoas residentes em outros municípios buscam testes e também tratamento no CTA de Parauapebas. Assim, em média, um terço dos testes positivos, tanto de HIV quanto de AIDS, é de usuários de outros municípios.


Em 2019, por exemplo, houveram 72 testes positivos de HIV em pessoas residentes em Parauapebas e 25 em pessoas de outros municípios. Já em 2020, houve 60 testes positivos de HIV em pessoas residentes em Parauapebas e 31 em pessoas de outros municípios.

Nos cinco primeiros meses deste ano, 2021, houveram 32 testes positivos de HIV em pessoas residentes em Parauapebas e 9 em pessoas de outros municípios. “Isso depende da procura por testagem. Quanto maior o número de testes, maior também será a probabilidade de detectar casos positivos. Não significando assim que aumentou o número de pessoas contaminadas pelo vírus, mas, sim, que foram descobertos a existência delas através do teste”, explica Milka Régia, afirmando que a única maneira de saber se a pessoa tem ou não o vírus ou a doença, é através de teste que é feito, gratuitamente, nas unidade de saúde do município e ainda no CTA.

Já os casos de AIDS não seguem a mesma matemática, sendo que em 2019 houveram 32 casos em pessoas residentes em Parauapebas e 28 em pessoas de outros municípios. Já em 2020 houveram 15 casos de AIDS em pessoas residentes em Parauapebas e 50 em pessoas de outros municípios.

Nos cinco primeiros meses deste ano, 2021, houveram 6 testes positivos de AIDS em pessoas residentes em Parauapebas e 27 em pessoas de outros municípios.

“Uma pessoa pode viver longos anos ou até uma vida longa sem que a doença desenvolva. Para isso, existem tratamentos adequados e gratuitos no CTA oferecidos por equipe de profissionais que vão de psicólogos, nutricionistas, enfermeiros e infectologistas. Basta a pessoa procurar o tratamento e assim manter baixa a carga viral”, orienta Milka Régia, contanto que com os medicamentos disponíveis é possível uma pessoa, soropositiva, fazer um teste e dar negativo para HIV.
Mas, a enfermeira alerta que, mesmo a pessoa estando com o HIV indetectável, não significa que não transmite para outra pessoa e que, mesmo assim, continua sendo necessário usar preservativo (camisinha) para não expor o parceiro ou parceira ao risco.

veja também