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Números de casos de dengue continuam crescendo no Pará e Parauapebas lidera ranking no interior

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O Estado do Pará apresentou em 2015 aumento de 51,60% na quantidade de doentes com dengue em relação a 2014. São 4.944 casos da doença em 2015 contra 3.261 ocorrências em 2014. Essas informações constam do 14º Informe Epidemiológico de 2015, emitido e divulgado ontem pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). Foram registrados e confirmados no Estado 14 casos de febre chikungunya e 42 pacientes com zika. Em relação à zika, o cenário paraense vem se mantendo estável desde o início de dezembro. As três doenças são transmitidas pelo mesmo vetor, o mosquito Aedes aegypti.

De acordo com a Sespa, dos 13 municípios paraenses com maior ocorrência da dengue, Belém ainda lidera o ranking, com 1.201 casos confirmados no decorrer de 2015. No ano anterior, 365 pessoas desenvolveram a doença. Este ano, o cenário da dengue foi mais abrangente em Parauapebas, com um total de 377 casos confirmados; seguido por Altamira, com 257; Senador José Porfírio (185), Marituba (163), Canaã dos Carajás (148) e Ananindeua (124).


Como em 2014, cinco mortes por dengue foram confirmadas ao longo de 2015, sendo duas na capital e outras três em Altamira, Irituia e Rurópolis. O óbito ocorrido no município de Breves, relatado em dezembro do ano passado, foi descartado e retirado por ter tido resultado laboratorial para leptospirose.

As secretarias municipais de Saúde, de acordo com orientação da Sespa, devem informar num período de 24 horas a ocorrência de casos graves e mortes suspeitas. A execução de ações contra a dengue é de competência dos municípios, abrangendo, entre outras ações, destacar agentes de controle de endemias para fazer visitas domiciliares. A Sespa monitora os 144 municípios do Estado que receberam o incentivo do Ministério da Saúde para vigilância, prevenção e controle da dengue, e distribui às prefeituras inseticidas (larvicidas e adulticidas) para o controle. A Secretaria também faz visitas técnicas aos municípios para assessoramento das ações do programa da dengue, além de apoiar a capacitação sobre a febre chikungunya.

Vírus

O vírus da febre chikungunya também está controlado e não há registros de transmissões ocorridas dentro do Estado. Em 2015, 14 casos importados da doença foram confirmados no Pará por critério laboratorial adotado pelo Instituto Evandro Chagas (IEC). Os vírus da dengue, chikungunya e zika levam a sintomas parecidos, como febre e dores musculares, mas as doenças têm gravidades diferentes, sendo a primeira a mais perigosa. A dengue é caracterizada por febre repentina, dores musculares e falta de ar. A forma mais grave da doença é caracterizada por hemorragias e pode levar à morte.

O chikungunya caracteriza-se principalmente pelas intensas dores nas articulações. Os sintomas duram entre dez e 15 dias, mas as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. Complicações sérias e morte são muito raras. Já a febre por zika vírus leva a sintomas que se limitam a, no máximo, sete dias e não deixa sequelas. Não há registro de casos de morte provocados pela doença no Pará. Em 2015 foram registrados 42 casos da zika no Estado. Todas as ocorrências foram confirmadas pelo IEC como autócones – quando a doença é contraída dentro do município.

Ocorrências de dengue, febre chikungunya e zika

Em 2015, Pará teve 4.944 casos de dengue (aumento de 51,60%) contra 3.261 em 2014.

Belém lidera a ocorrência de dengue no Estado: de 13 municípios com maior ocorrência, a capital paraense teve 1.201 casos confirmados em 2015, contra 365 pessoas que desenvolveram a doença em 2014.

Em 2015, Parauapebas teve 377 casos confirmados de dengue, seguido por Altamira, com 257; Senador José Porfírio (185), Marituba (163), Canaã dos Carajás (148) e Ananindeua (124).

Cinco mortes por dengue no Estado, em 2015: duas em Belém e outras três em Altamira, Irituia e Rurópolis. Em 2014, também foram cinco mortes pela doença no Estado.

Confirmados no Estado, em 2015, 14 casos importados de febre chikungunya e 42 pacientes com zika.

Não há registro de casos de morte por zika e chikungunya no Pará.

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