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PANDEMIA: Violência contra as mulheres cresce em Parauapebas e região

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Violência contra mulher é um crime que vem assolando muitos lares, e nesse período atípico, causado pela pandemia da covid-19, os indicadores mostram que os casos aumentaram.

Através das 4.509 denúncias, sobre vários tipos de crimes que chegaram à central de atendimento do Disque Denúncia Sudeste do Pará, no período de janeiro a julho deste ano, foi possível identificar que o crime de violência contra a mulher está em 5º lugar.


As denúncias anônimas são oriundas de vários municípios e o mais denunciado é Parauapebas com (51%). Neste município os bairros que tiveram o maior número de denúncias foram: Rio Verde (11%), liberdade II (9%), Casas Populares II (9%), Liberdade II (6%), Tropical II (4%), Cidade nova (4%), Dos Minérios (4%), Parque Carajás (4%) e Betânia (4%).

Já em Marabá, o segundo município mais denunciado com (40%), os bairros com maior número de denúncias são: Nova Marabá (22%), Laranjeiras (8%), São Félix III (8%), Velha Marabá (8%), Liberdade (5%), Residencial Magalhães (5%), KM-07 (5%) e São Miguel da Conquista (5%).

Além das informações sobre os municípios e os bairros mais denunciados, a central de atendimento possui um questionário chamado DD Mulher, onde é possível identificar como é praticada a violência contra a mulher e o perfil do agressor.

De acordo com as informações do DD Mulher, no período analisado, (76,%) das mulheres que sofreram violência convivem com o agressor que são os maridos, (12,5%) não residem com o agressor, sendo estes os ex-maridos.

O DD Mulher revela que do total de mulheres que sofreram violência, (32%) tem filhos e (1,41%) estava grávida quando ocorreu a agressão. Em relação ao tipo de violência praticada contra a mulher, 55% é física, (27%) verbal, (13%) ameaça de morte, (2,63%) violência sexual e (1,75%) cárcere privado.

Os agressores utilizam socos, empurrões, chute, estrangulamento, arma branca, arma de fogo, fio e pedaços de madeira para praticar a violência, além disso, (27%) consome álcool ou drogas.

A violência ocorre em todos os horários, sendo mais intensa no período da noite (27%) e a tarde (15%). Em 11% dos casos de violência contra a mulher, outras pessoas estavam presentes no momento da agressão, na maioria desses casos, os próprios filhos da pessoa que estava sendo agredida.

CAMPANHA: SUA VOZ PODE FAZER TODA A DIFERENÇA

Diante dos números de denúncias sobre violência contra mulher, o Disque Denúncia Sudeste do Pará tem desenvolvido a campanha: Sua Voz Pode Fazer Toda a Diferença, que tem como objetivo central, estimular as pessoas a denunciarem o crime de Violência Contra a Mulher, além disso, conscientizar a população de que violência contra mulher é crime e que uma ligação pode salvar a vida da pessoa que está sofrendo violência.

As denúncias que chegam à central são enviadas de forma imediata para os órgãos responsáveis pela verificação e apuração dos fatos.

Para denunciar, a população pode ligar no telefone fixo (94) 3312-3350, enviar mensagem para os Whatsapps (94) 3312-3350/98198-3350 ou pelo APP do DISQUE DENÚNCIA SUDESTE DO PARÁ. O Disque Denúncia garante o anonimato do denunciante.

 

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