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Pará é o terceiro estado com maior número de mortes por animais peçonhentos

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O Pará é o terceiro estado do Brasil com maior número de mortes por ataques de animais peçonhentos. Em 2018, foram registrados mais de 7 mil vítimas. Entre elas, 38 morreram.

Os casos mais comuns envolvem cobras. As serpentes são responsáveis por 70% dos ataques, com 4.887 acidentes. Logo depois, vêm os escorpiões, com 1.745 acidentes e aranhas, com 300 casos. Os números são do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).


O aposentado Raimundo Nazário dos Santos, de 85 anos, quase morreu depois de ser picado no pé, por uma jararaca, que é uma cobra venenosa. O animal entrou na casa do sítio dele, no município de Cachoeira do Piriá, numa região rural, longe de postos de saúde e hospitais.

O idoso foi socorrido a tempo e recebem atendimento médico na cidade vizinha, em Paragominas, onde havia soro antiofídico. “A cobra me atingiu aqui no dedo do pé, por baixo, entre a sandália e o pé. A velocidade e a agilidade dela são tão grandes que ela conseguiu colocar as duas presas”, contou. O aposentado recebeu o soro e ficou em observação. “Melhorei e sobrevivi para contar a história”.

A maioria das ocorrências no Pará ocorrem no interior do estado. Mas, no início do ano, uma aluna do curso de direito da Universidade Federal do Pará (UFPA) foi picada no campus de Belém por uma jararaca. Rafaela foi picada no pé e até hoje faz fisioterapia para tratar as sequelas.

Em capitais como Belém, onde há muitas áreas de mata e igarapés, é comum haver serpentes, escorpiões e aranhas, além do agravante acúmulo de lixo. Restos de comida descartados de forma irregular atrai ratos e baratas, e são os principais alimentos de muitas cobras.

A bióloga Andréia Bezerra explica que os alimentos não atraem somente as espécies peçonhentas, mas outras que causam medo nos moradores. “Quando se fala de sucuri, às vezes, dá mais medo que quando se fala em jararaca, por exemplo, porque a sucuri é muito grande, é a maior serpente que temos, uma espécie construtora, e ela causa um pânico nas pessoas. Ela vem pela água já que é uma espécie que vive dentro da água”, disse.

Segundo Bezerra, o atendimento médico é a coisa mais importante a se fazer em casos de acidente. “Isso porque existem fatores que o médico pode tratar, como as reações que a pessoa vai ter e que podem ser diminuídas. Existem choques que a pessoa pode ter em função da picada”.

No Pará, o soro antiofídico pode ser encontrado em hospitais regionais, unidades mistas e centros de saúde. Em Belém, ele está disponível no Pronto Socorro Municipal e Unidades de Saúde de Mosqueiro, Icoaraci e Outeiro. A lista completa dos locais pode ser visualizada no portal do Ministério da Saúde.

Saiba o que fazer:

  • Em caso de acidentes com animais peçonhentos, procure atendimento médico, imediatamente, e informe as principais características do animal, como tipo, cor e tamanho;
  • Se a picada for em extremidades do corpo – braços, mãos, pernas e pés – retire qualquer acessório como sandálias, anéis e pulseiras;
  • Não amarre o menor atingido ou aplique qualquer substância no local da picada;
  • Nunca chupe o veneno.

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