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Pará está em alerta em relação a febre chikungunya

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Onúmero significativo de casos suspeitos da febre chikungunya, registrado no Estado do Amapá, preocupa as secretarias de Saúde de Belém (Sesma) e do Pará (Sespa) pela proximidade do estado vizinho. Já são 26 casos suspeitos e dois confirmados naquele Estado, conforme a Sespa. O Instituto Evandro Chagas (IEC) deve divulgar os resultados dos exames enviados pelas autoridades de saúde amapaenses, mas a assessoria do órgão não tinha informações novas até o começo da tarde de ontem (22).

No Pará, o único caso de chikungunya foi importado e registrado no dia 19 de agosto, com confirmação do IEC. A doença acometeu um turista de 37 anos, natural de Saint-Rose, ilha de Guadalupe, que pertence ao território francês no Caribe. De acordo com a Sespa, o paciente veio de férias da Guiana Francesa, “país onde a doença é comum”, com a esposa e a filha, para Belém. Durante cerca de cinco dias, a Sesma acompanhou o quadro clínico do turista e monitorou o bairro da Marambaia, onde ele foi tratado até 23 de agosto. Em seguida, o paciente prosseguiu viagem com destino a Santarém, já com sintomas sem gravidade.


Com a chegada da febre chikungunya ao Amapá, a Sespa deve tomar providências para evitar a chegada da doença ao Pará. Uma das medidas informadas ontem pela assessoria de comunicação do órgão, é a participação em reuniões macrorregionais promovidas pelo Ministério da Saúde, no período de 24 a 28 de novembro. A ideia é mobilizar as secretarias estaduais e municipais de Saúde do Brasil para o combate à dengue e à febre, além de fortalecer a prevenção conjunta das patologias.

A febre chikungunya chegou à região das Américas no final de 2013, quando foi confirmada pelo MS a transmissão autóctone no Caribe. O órgão elaborou um plano nacional de contingência da doença, que tem como metas a intensificação das atividades de vigilância, a preparação de resposta da rede de saúde, o treinamento de profissionais, a divulgação de medidas às secretarias de Saúde e a preparação de laboratórios de referência para o diagnóstico da doença.

Em termos práticos, o ministério emite alertas técnicos às secretarias estaduais, que devem orientar os municípios a fazer a busca ativa de pacientes suspeitos. Na mesma linha de conduta, segundo a Sespa, médicos e laboratórios têm recebido orientação sobre a melhor forma de agir diante da nova doença.

“Com o objetivo de fortalecer a necessidade de prevenção conjunta da dengue e chikungunya, uma vez que os vetores são os mesmos, cujo maior risco ocorre entre os meses de janeiro e maio, o Ministério da Saúde definiu uma série de ações para as próximas semanas, como a organização de seminário internacional sobre a doença, nos dias 7 e 8 de outubro, e a elaboração de campanha de mídia de mobilização para adoção de medidas preventivas contra a dengue e a febre”, afirmou a Sespa por meio de nota

A chikungunya é causada por um vírus do gênero alphavirus, transmitida por mosquitos do gênero aedes, sendo os principais vetores o aedes aegypti e o aedes albopictus, que também podem transmitir a dengue. Embora os vírus das doenças tenham características distintas, os sintomas são semelhantes. Na fase aguda da chikungunya, a febre é alta, aparece de repente e vem acompanhada de dor de cabeça, mialgia (dor muscular), exantema (erupção na pele), conjuntivite e dor nas articulações (poliartrite). O sintoma mais característico da enfermidade é dor forte nas articulações, inclusive impedindo os movimentos, e que pode perdurar por meses depois que a febre for encerrada.

Reportagem: ORM News
Foto: Arquivo / Ministério da Saúde

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