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Pará perde 6,3 mil postos de trabalho formais

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O Pará está na segunda colocação entre os estados da região Norte que registraram queda na geração de empregos formais no setor de serviços nos últimos doze meses, ou seja, de julho de 2015 a agosto de 2016. O estado perdeu 6.387 postos de trabalho nesse período, ficando atrás apenas do Amazonas, que registrou queda de 9.078. Acre, Rondônia e Roraima foram os únicos estados da região que tiveram saldo positivo, com 834, 295 e 149 de postos de trabalho criados, respectivamente.

No comparativo entre admissões e desligamentos, houve queda de 2,35% de empregos formais no Pará. No período analisado, foram feitas no setor de serviços, em todo o estado, 84.614 admissões contra 91.001 desligamentos gerando um saldo negativo de 6.387 postos de trabalhos. Nos últimos 12 meses, no setor de serviços registrou em todo o Norte 217.442 admissões e 235.181 desligamentos, gerando um saldo negativo de 17.739 postos de trabalhos com queda de 2,65%.


Os dados integram o Balanço da Geração de Empregos Formais no Setor Serviço no Estado do Pará e demais Estados da Região Norte, divulgados pelo Dieese-PA, ontem. O estudo é baseado em informações oficiais do Ministério do Trabalho e Previdência Social, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Além disso, integra projeto do Observatório do Trabalho do Estado do Pará, fruto da parceria entre o Dieese e a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster).

O balanço também analisa a flutuação nos postos de trabalho do setor de serviços no ano de 2016 e ainda especificamente no mês de julho deste ano, e os resultados também não foram favoráveis para os trabalhadores paraenses.

Nos primeiros sete meses de 2016 a maioria dos estados apresentou saldos negativos de empregos formais no comparativo entre admitidos e desligados, com destaque para o Amazonas com a perda de 5.109 postos de trabalhos, e do Amapá, com a perda de 1.788 postos de trabalhos. O Pará ficou com a terceira menor média, com a perda de 1.634 postos de trabalhos, o equivalente a uma queda de 0,61%, a frente apenas do Tocantins, que perdeu 712 postos de trabalhos.

As análises do Dieese-PA mostram que foram feitas no período 48.947 admissões contra 50.581 desligamentos no Pará. No mesmo período do ano passado a situação foi inversa, uma vez que o setor apresentou saldo positivo de empregos formais. Na ocasião foram feitas naquela oportunidade 59.954 admissões e 58.058 desligamentos, gerando um saldo positivo de 1.896 postos de trabalhos.

No mês de julho deste ano o emprego formal no setor serviço voltou a apresentar queda no estado do Pará e na maioria dos Estados da Região Norte. O balanço mostra que o Pará teve queda de 0,12% na geração de empregos formais. Em todo o estado o setor registrou 6.252 admissões e 6.578 desligamentos, gerando saldo negativo de 326 postos de trabalhos. Situação diferente registrada no mesmo período do ano passado, quando o Pará teve 7.086 admissões e 7.029 desligamentos, ficando com saldo positivo de 57 postos de trabalhos.

Este cenário de recessão atingiu a maioria dos estados da região Norte no mês de julho. Em toda a Região Norte foram feitas no Setor Serviço no mês de Julho de 2016, 15.767 admissões contra 17.790 desligamentos, gerando um saldo negativo de 2.023 postos de trabalhos formais com queda de 0,31%.

Reportagem: ORM NEWS

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