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Pará registra alta de hanseníase e Parauapebas aparece entre os municípios mais afetados

A Universidade do Estado do Pará (Uepa) reforça, neste mês de janeiro, as ações de prevenção e diagnóstico precoce da hanseníase, dentro da campanha Janeiro Roxo, promovida nacionalmente pelo Ministério da Saúde. A iniciativa chama atenção para os números expressivos da doença no Pará e destaca Parauapebas como um dos municípios com maior incidência no estado.

De acordo com dados da Coordenação Estadual de Hanseníase da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), 1.486 novos casos da doença foram notificados no Pará em 2025. Entre os municípios com maior número de registros estão Belém, Ananindeua, Parauapebas, Marabá e Xinguara, evidenciando que o problema segue como um importante desafio de saúde pública, especialmente em cidades de médio e grande porte.

No cenário nacional, os dados também são preocupantes. Segundo o Ministério da Saúde, 20.632 novos casos de hanseníase foram registrados no Brasil em 2025, colocando o país na segunda posição mundial em número de ocorrências, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS). A doença está fortemente associada a fatores como desigualdade social, condições precárias de saneamento básico e ao estigma que ainda cerca os pacientes.

Diagnóstico precoce é fundamental

Para ampliar a detecção de casos suspeitos, a Uepa realizou, ontem, sexta-feira (23), um mutirão de atendimento gratuito no Serviço de Referência Especializado em Dermatologia, localizado no Campus II da instituição, no Bairro do Marco, em Belém. A ação ocorrerá das 8h30 às 11h, sem necessidade de agendamento.

Podem procurar atendimento pessoas que apresentem manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas na pele, acompanhadas de perda ou alteração de sensibilidade, além de formigamento ou dormência, principalmente nas extremidades do corpo. Para o atendimento, é necessário apresentar cartão do SUS, documento de identidade e comprovante de residência.

A médica dermatologista Carla Pires explica que o diagnóstico da hanseníase é feito principalmente por exame clínico. Somente em 2025, 251 pacientes estiveram em acompanhamento no serviço de Dermatologia da Uepa. “O tratamento é ofertado gratuitamente pelo SUS, por meio da poliquimioterapia com antibióticos, que interrompe a transmissão e garante a cura”, destaca. O tempo de tratamento varia entre seis e 12 meses, dependendo da classificação da doença.

Parauapebas em alerta

A inclusão de Parauapebas entre os municípios com maior incidência de hanseníase no Pará reforça a importância da atenção redobrada por parte da população e dos serviços de saúde locais. A faixa etária mais atingida pela doença no estado é a de 35 a 49 anos, que concentra 27,72% dos casos, perfil que coincide com a população economicamente ativa.

Especialistas ressaltam que o diagnóstico precoce é essencial não apenas para evitar sequelas físicas, mas também para reduzir a transmissão e combater o preconceito ainda associado à doença. Após o início do tratamento, o paciente deixa de transmitir a hanseníase.

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