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Parauapebas 29 anos, uma cidade de gente que acredita

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Para quem ouve falar, Parauapebas é apenas uma cidade de mineração; para quem passa por aqui no período de estiagem, a cidade dos ipês; mas para quem fica, uma cidade boa para si viver, a nossa eterna e linda Pebinha de Açúcar!

Parauapebas é muito mais do que a mídia nacional noticia, aqui tem gente honesta, gente que levanta cedo para trabalhar ou que sai de casa no meio da noite para atender seu respectivo turno de trabalho.


Parauapebas tem gente festeira, mas tem também gente religiosa; gente que administra e gente que executa. Mas tem gente que acreditou e trabalha para fazer acontecer o que hoje vemos.

O desenvolvimento de Parauapebas acontece, principalmente, após a separação política de Marabá. Em 1984, surgiram os primeiros movimentos pela municipalização do povoado.

Liderado por pioneiros como o administrador Francisco Brito, Evaldo da Opção, Walmir da Transrodovia, Mudubin, Dr. Wolner, Zé Nunes, Valdir Flausino, Márcio Dalfert, Manoel do Baratão e mais 20 pessoas, aproximadamente, o movimento de independência alegava que, apesar de todos os impostos gerados pela extração do minério e comércio local serem recolhidos por Marabá, o lugar estava abandonado. Somente após quatro anos de luta política, Parauapebas foi emancipado, através da Lei nº 9.443/88, de 10 de maio de 1988.

A eleição foi no Colégio Euclides Figueiredo. Todo mundo vinha votar naquela alegria, naquela empolgação e as pessoas votavam pelo ‘sim’. O curioso é que algumas delas votavam várias vezes, pois não havia muita rigidez na fiscalização, e quando foi no dia 10 de maio de 1988 o município foi emancipado.

A entrega oficial do município aconteceu no pátio da escola. Os representantes políticos de Marabá e de Parauapebas acertaram que, a partir daquele dia, todo funcionário da Prefeitura de Marabá que prestava serviço em Parauapebas seria automaticamente incorporado ao quadro da prefeitura do novo município.

ELEIÇÃO DIRETA

Em 1988, aconteceu também a primeira eleição direta do município. Nela concorreram Faisal Salmen e Dr. Wolner. O médico Faisal Salmen foi o vencedor da disputa, dando início à administração municipal, sucedida por Chico das Cortinas, Isabel Mesquita (dois mandatos consecutivos), Darci Lermen (também dois mandatos consecutivos), Valmir da Integral, e agora retornou ao governo Darci Lermen.

Segundo os dados do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE), Parauapebas é hoje um município com 149.582 eleitores aptos a votar na 75ª e 106ª zonas eleitorais.

Comemorando 29 anos de idade, a jovem cidade tem plano diretor, mas já ultrapassado; e um número de agências bancárias, insuficientes para atender a demanda de um lugar que comporta um número fantástico de empresas, sendo uma delas a segunda maior mineradora do mundo; e movimentada por pessoas vindas de diferentes partes do Brasil, como maranhenses, goianos, tocantinenses, mineiros, gaúchos, paulistas, capixabas etc., que migraram para a região em busca de trabalho e de uma vida melhor. E são estas pessoas que fazem de Parauapebas um lugar hospitaleiro, tranqüilo, otimista e alegre que a cada dia confirma a certeza de que o progresso da região passa por aqui.

O comércio local continua a se expandir. A rede hoteleira não perde para as grandes cidades e uma extensa área verde em volta da cidade. São 411.948,87 hectares de Floresta Nacional (Flona) de Carajás protegidos pelo Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), onde se encontram as jazidas de minério, o Parque Zoobotânico e parte dos projetos da Vale.

Comparado a um jovem de 29 anos, Parauapebas ainda tem muitos desafios pela frente. E se depender da boa vontade do seu povo, vai entrar na história como a cidade com o maior desenvolvimento do Brasil, pois durante todos estes anos teve um grande e importante desenvolvimento, tornando-se um dos municípios mais importantes da Amazônia.

O início da mineração

No final da década de 60, pesquisadores descobriram a maior reserva mineral do mundo, em Carajás, no então município de Marabá. Anos depois, o governo federal concedeu à Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), hoje Vale, que na época era estatal, o direito de explorar minério de ferro, ouro e manganês no local, antes habitada por índios Xikrins do Cateté.

Em 1981, deu-se início à implantação do Projeto “Ferro Carajás”, quando então, no vale do rio Parauapebas, começou a ser construída a Vila de Parauapebas. A notícia da construção do povoado de Parauapebas provocou um intenso deslocamento de pessoas para a área.

Em pouco tempo, o povoado do Rio Verde, apesar das condições inferiores em relação aos padrões do núcleo urbano projetado em Carajás, cresceu descontroladamente.

O movimento comercial também ocorreu rapidamente, justamente na área onde hoje é o bairro Rio Verde. A vila, que havia sido projetada para atender até 5 mil habitantes, segundo dados do IBGE, já estava com cerca de 20 mil habitantes.

Os 165 quilômetros de poeira e buracos ligando Marabá à então vila de Parauapebas foram o caminho por onde chegaram os primeiros imigrantes. Gente de todo o país, atraída pela grande oferta de trabalho e esperança de riqueza fácil.

Chegaram fazendeiros, madeireiros, garimpeiros e pessoas recrutadas para trabalhar no Projeto Ferro Carajás. Próximo à rodovia PA-275 começaram a surgir as construções das primeiras casas e barracas, dando início ao povoado de Rio Verde, que mais tarde se tornaria um dos maiores bairros da cidade.

Ainda em 1985, o então presidente da República, José Sarney, inaugurou a Estrada de Ferro Carajás. A partir daí, o trem passou a trazer pessoas de todos os estados para a região, formando Parauapebas.

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