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Parauapebas exporta cada vez mais e lucra cada vez menos

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Na última sexta-feira (5), saíram os números da Balança Comercial por Município, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Como a reportagem havia antecipado ainda no dia 1º, Parauapebas contribuiu com 43% das exportações paraenses no mês de julho. O valor ajustado das negociações, contudo, fechou em 368,9 milhões de dólares, bem menos que os 409,8 milhões levantados em julho do ano passado. É, também, uma queda de 5,85% ante as exportações de junho, quando saíram do município 391,8 milhões de dólares em commodities – precisamente minérios de ferro e manganês.

Parauapebas é, atualmente, o 5º maior exportador do país, atrás dos municípios de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Paranaguá (PR) e São José dos Campos (SP). Para o Brasil, Parauapebas é o mais importante em termos de saldo, visto que entregou ao país, de janeiro a julho, o maior lucro (ou superávit) entre os 1.921 municípios exportadores do período: 2,23 bilhões de dólares.


PARA ONDE VÃO NOSSAS RIQUEZAS?

Para a China. É para lá que vão 53,8% do cobiçado minério de ferro retirado pela mineradora multinacional Vale das entranhas da Serra Norte, porção de Carajás nos limites do município de Parauapebas.

Nos dias atuais, Parauapebas (ou melhor, a Vale) mantém relações com 27 países para negociar os produtos de seu abençoado solo, mas é a China quem dita as regras. Enquanto mais da metade desses países diminuíram suas transações com o município, do ano passado para cá, a China aumentou sua bocada em 17,31%.

À medida que tudo isso acontece no oriente e ninguém vê, aqui mesmo no ocidente, debaixo do nariz dos parauapebenses, a Vale retirou mais 12,02 milhões de toneladas de minério de ferro no mês passado. Somando tudo, de janeiro para cá, já pegaram o beco, via trem, 78,04 milhões de toneladas do melhor minério do globo. É um volume tão alto que fará Parauapebas bater em 2016 o recorde de produção que é seu (isto é, da Vale) por excelência.

Se hoje Parauapebas consegue extrair quase 80 milhões de toneladas de minério de ferro em apenas sete meses, dez anos atrás eram necessários 12 meses para fazê-lo. Em 2006, considerando-se a perspectiva de lavra da época, o minério tinha três anos de sobrevida em relação às projeções atuais. Naquele ano, a Vale possuía seis frentes de trabalho e produção nos corpos de N4W (aberto em 1994), N4E (1984), N5W (1998), N5E (1998), N5E-N (2003) e N5S (2006).

Como, na última década, a Vale deu um show em implementação de novas e eficientes tecnologias na indústria extrativa, ela retira mais minério, e este se apressa quanto a seu esgotamento.
A indústria extrativa é a maior pagadora das contas de Parauapebas, mas, diante do atual potencial mineral do município, medido e provado por sua “senhora”, é um serviço que não avançará para além de duas décadas, como já exaustivamente divulgado em documentos oficiais da mineradora.

De que, então, sobreviverá a economia de Parauapebas com o fim do ciclo extrativo de seu principal e mais demandado produto?

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