Parauapebas inicia Plano Municipal de Redução de Riscos em parceria com Governo Federal e ONU

Projeto vai mapear áreas vulneráveis, ouvir moradores e criar estratégias para prevenir alagamentos, deslizamentos e outros impactos climáticos no município

O município de Parauapebas deu mais um passo importante rumo à construção de uma cidade mais segura, organizada e preparada para enfrentar os impactos causados por eventos climáticos. Em parceria com o Governo Federal e a Organização das Nações Unidas (ONU), a Prefeitura iniciou oficialmente as ações do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), um projeto estratégico que une tecnologia, planejamento urbano e participação popular para identificar áreas vulneráveis e desenvolver soluções que protejam vidas e fortaleçam as comunidades.

Os trabalhos já começaram no município com ações técnicas e sociais coordenadas pela empresa responsável pela elaboração do plano. Entre as primeiras etapas estão o levantamento aéreo realizado com drones em áreas previamente identificadas como de risco, além da realização de oficinas comunitárias com moradores das localidades contempladas pelo projeto.

Ao todo, cinco áreas foram selecionadas para participação nas oficinas, permitindo que a população contribua diretamente com informações importantes sobre históricos de alagamentos, deslizamentos, erosões e outros problemas enfrentados nos bairros. A proposta é construir um diagnóstico detalhado e mais próximo da realidade vivida pelas famílias.

As primeiras oficinas comunitárias acontecem nesta quarta-feira (20) nos bairros Liberdade I e Liberdade II. Já no início do mês de junho, as atividades serão levadas para os bairros Novo Brasil, Nova Vitória e demais localidades incluídas no planejamento.

De acordo com Luciane Gomes, coordenadora de Mobilização Social da empresa Tetra Tech Consultoria, a participação da comunidade será essencial para o sucesso do PMRR.

“O PMRR é uma ferramenta muito importante para ajudar o município a identificar os principais riscos e construir soluções mais eficientes. As oficinas são espaços de escuta e participação popular, onde os moradores contribuem diretamente com suas experiências e conhecimentos sobre o território”, destacou Luciane.

A iniciativa busca não apenas identificar os pontos críticos da cidade, mas também criar estratégias preventivas que possam reduzir danos materiais, evitar tragédias e garantir mais segurança para a população diante de fenôenos climáticos cada vez mais frequentes.

Com o avanço do Plano Municipal de Redução de Riscos, Parauapebas passa a integrar um conjunto de cidades brasileiras que investem em planejamento urbano sustentável, prevenção de desastres e fortalecimento das políticas públicas voltadas à proteção das comunidades mais vulneráveis.

Para o presidente da Associação dos Moradores dos bairros Liberdade I e II, Claudio Lima, a iniciativa representa um avanço significativo para as comunidades. “A população conhece de perto os problemas enfrentados nos períodos de chuva e poder participar desse processo é muito importante. É uma oportunidade para que nossas demandas sejam ouvidas e consideradas no planejamento da cidade”, afirmou.

O agente da Defesa Civil, Advan Nascimento, ressaltou que o plano contribuirá diretamente para o fortalecimento das ações preventivas no município. “Esse levantamento técnico aliado à participação das comunidades permite um trabalho mais eficiente da Defesa Civil. O objetivo é reduzir riscos, proteger vidas e garantir mais segurança para a população”, explicou.

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