Confirmados
27.650
Recuperados
18.995
Óbitos
190

 Publicidade

Partido tenta impugnar pesquisa encomendada pelo Portal Pebinha de Açúcar

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp

O eleitor parauapebense e de qualquer lugar do Brasil jamais verá um candidato que tem convicção de estar à frente das intenções de voto, numa pesquisa qualquer, apelar à Justiça para impugná-la. Geralmente, quem quer impugnação é porque tem medo do resultado.
E em Parauapebas está acontecendo isso. O Partido Social Liberal (PSL), presidido por Luciano Sartório, atual presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Parauapebas (Siproduz), entrou com uma Ação de Representação contra o Portal Pebinha de Açúcar para barrar uma pesquisa de intenção de votos que o Portal encomendou e cujo resultado seria divulgado nesta sexta-feira (19). O PSL faz parte da coligação que tenta eleger Marcelo Catalão a prefeito. Catalão, que era presidente do Siproduz, afastou-se para dedicar tempo à candidatura, e Sartório assumiu seu lugar no sindicato.

A pesquisa encomendada à empresa GS Negócios Imobiliários pelo Pebinha de Açúcar foi devidamente registrada junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), sob o protocolo PA-02802/2016. O Portal não sabe, até o momento, o resultado final da sondagem e também não entende por quais razões concretas o trabalho foi alvo de ação judicial, uma vez que as alegações apresentadas nos autos são, no mínimo, estranhas e denotam um certo medo dos números finais da pesquisa, sejam eles quais forem.


POR QUE QUEREM IMPUGNAR

O PSL alega que a pesquisa encomendada pelo Pebinha de Açúcar não seguiu “exigências legais” e que é “erro crasso” não segmentar os eleitores por “grau de instrução e nível socioeconômico nas amostras a serem colhidas”. Para o partido, a suspensão da divulgação se antecipa a uma suposta “potencialidade de influência no eleitorado pela divulgação da pesquisa sem base fática consistente”. Não há muito além dessa justificativa no texto de seis laudas do autor do pedido de impugnação.

O Pebinha de Açúcar entende que há exagero e certo receio do autor da Ação de Representação com relação aos números finais do levantamento. Isso porque nas cinco pesquisas anteriores, já divulgadas, há uma tendência nas sondagens – e exatamente por isso a pesquisa encomendada pelo Portal pode ser um divisor de águas, confirmando a tendência ou mostrando novos rumos do eleitorado.
É claro que uma pesquisa de intenção de votos – pelo menos para quem sente que está atrás – causa temor. E polêmica. Historicamente, a indagação sobre a responsabilidade efetiva das pesquisas tornou-se tão conflitosa que o Instituto Datafolha realizou, em 1994, um levantamento sobre a influência das pesquisas eleitorais na decisão do voto.
Ficou comprovado que 81% dos entrevistados nunca definiram ou mudaram de voto por causa das pesquisas, enquanto os demais (19%) optariam pelo “voto útil”, isto é, o voto dado a certo candidato por estar na frente das pesquisas ou ao candidato que não tem chances de ganhar, sendo uma forma de protesto.

Ainda assim, não é a intenção do Pebinha de Açúcar, de maneira alguma, tentar influenciar a tendência do processo político local ou de qualquer outro município onde possua leitores eleitores. Pelo contrário, o Portal é sempre um espaço democrático, que está aberto à agenda dos “prefeituráveis” de Parauapebas e a serviço de divulgar propostas que efetivamente atendam aos anseios da população, sobretudo a carente.
O município tem, hoje, 23 mil habitantes na linha de pobreza, e isso é – ou deveria ser – motivo de preocupação que transpassa qualquer bandeira política.

Partidos ou coligações que tentam impugnar pesquisas precisam, antes disso, e sobretudo, ocupar-se com propostas eficientes que sejam capazes de diagnosticar e tratar as causas das mazelas do município. Deveriam ter a mesma gana para lutar, por exemplo, para que todos os habitantes de Parauapebas tenham acesso a saneamento básico. Isso, sim, é útil e faz qualquer candidato se destacar num cenário qualquer de pesquisa eleitoral. Faltam mais ações moralizantes e sobram ações de picuinha.

A pesquisa encomendada pelo Pebinha de Açúcar não é a primeira, tampouco será a última. Há mais uma (encomendada por terceiros) para ser divulgada na próxima semana.
Num cenário político em que candidatos são condenados por propaganda ilegal, soa controverso partidos, quaisquer que sejam, criarem polêmica em torno de pesquisa de intenção de votos, com vistas a impugná-las, quando, em verdade, deveriam estar se preocupando com os interesses gerais e comuns.

Publicidade

Veja
Também