Confirmados
27.650
Recuperados
18.995
Óbitos
190

 Publicidade

PEBINHA DE AMARGURA: Semestre macabro no mercado de trabalho de Parauapebas

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp

O Pebinha, antes de açúcar, está a cada dia mais amargo para quem procura trabalho: não há vagas. É o que diz o balanço de fechamento do semestre divulgado nesta sexta-feira (17) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
No mês de junho, a ex-meca de trabalho paraense criou 1.563 vagas, mas viu 2.238 trabalhadores irem parar na rua da amargura. O saldo dessa conta? 675 pessoas a mais para “auxiliar” a estatística de desemprego, que só no primeiro semestre deste ano contabiliza 2.168 cidadãos fora do mercado formal. Esse é o pior semestre da história de Parauapebas, no tocante a postos de trabalho.

No acumulado do ano, a “Capital do Minério” só perde para a capital do Pará (Belém) e para a “Princesa do Xingu” (Altamira) em número absoluto de pais de família de cara para cima. Municípios como Ananindeua, Santarém e Marabá, muito mais populosos que Parauapebas, parecem criancinhas em matéria de desemprego quando comparados à terra do minério de ferro.


PROFISSÕES VILÃS

As ocupações que mais desempregaram em Parauapebas, entre janeiro e junho deste ano, são: montador de máquinas, servente de obras, trabalhador de manutenção de edificações, vendedor de loja, soldador, auxiliar de escritório, operador de caixa, motorista de caminhão, motorista de ônibus, repositor de mercadorias, técnico de segurança no trabalho, faxineiro, motorista de carro de passeio, pedreiro, assistente administrativo e caldeireiro.

Até para quem tem nível superior completo, o município está cada vez mais difícil. Antes considerado o maior polo de profissionais de engenharia do interior amazônico, Parauapebas está se transformando no lugar que mais enxota esse tipo de profissional. Isso porque passou de 100 o número de engenheiros demitidos no semestre, com destaque para engenheiros de minas, civis, mecânicos, eletricistas, de produção e de segurança do trabalho. Médicos do trabalho também foram despachados aos montes.

Apenas com as demissões de engenheiros, cuja média salarial varia de R$ 5,5 mil para um de segurança do trabalho a R$ 8,1 mil para um de mineração, Parauapebas deixou de circular em seu comércio local R$ 680 mil mensais. O prejuízo com as demissões no semestre, incluindo todas as ocupações, chega a R$ 30,5 milhões.

No semestre, além de Parauapebas, o Pará ficou no prejuízo de 14.011 postos de trabalho e o Brasil fechou 389.533 vagas, um recorde negativo.

Reeportagem especial: André Santos – Colaborador do Portal Pebinha de Açúcar
Foto: Arquivo

Publicidade

Veja
Também