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Perícia revela caso em que criança foi morta a ‘mochiladas’ em frente à escola

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A análise dos tecidos de cinco órgãos da uma criança de 10 anos morta a mochiladas após uma briga com uma colega da escola indicou que o quadro de saúde foi agravado por causa de uma doença autoimune, que seria desconhecida até mesmo pelos pais da vítima. A agressão ocorreu no dia 29 de novembro, na frente de uma escola localizada na cidade de Campina Grande, no Mato Grosso do Sul. A menina morreu no dia 6 de dezembro.

De acordo com os laudos, que constam tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto na Santa Casa, a estudante de 10 anos – Gabriely Ximenes de Souza – era portadora de deficiência primária, uma patologia genética que agravou junto ao trauma, fazendo o quadro evoluir para uma artrite séptica.


O quadro de saúde da menina foi agravado, ainda, para uma tromboembolismo pulmonar e, em seguida, para o óbito.

O documento foi divulgado para a imprensa nesta segunda (25) e era aguardado para a conclusão do inquérito, que já conta com 250 páginas.

Segundo a delegada responsável pelo caso, Ariene Murad, as informações sobre a doença autoimune não exime a culpa das adolescentes envolvidas na agressão. De acordo com testemunhas, além das ‘mochiladas’, houve chutes e puxões de cabelo contra a menina de 10 anos.

O ato infracional, no caso das duas adolescentes de 13 anos, é considerado “inegável” pela polícia, embora as garotas, uma delas prima da criança envolvida na briga, continuem negando as agressões.

A delegada relatou que a briga entre Gabrielly e a colega começou em sala de aula, com agressões verbais. Na saída, uma mãe chegou a ver o puxão de cabelo na vítima. Depois, continuou lá fora, a cerca de 300 metros da escola, com as adolescentes desferindo golpes contra a criança.

As envolvidas respondem ao ato infracional – tipificado como lesão corporal dolosa – em liberdade.

Agressão que levou à morte

Gabrielly foi agredida na saída da escola. A discussão teria começado em sala de aula. A criança chegou a citar o nome desta colega para o pai. Após alguns minutos, segundo a polícia, a menina teria chamado outras 2 garotas, de 14 anos, que também bateram na criança.

O fato aconteceu a cerca de 100 metros do portão da escola estadual onde as meninas estudam. Gabrielly foi levada para a Santa Casa pelo Samu, ficou em observação por 1 dia, e foi liberada. No dia 4 de novembro, ela disse para a família que sentia muitas dores, foi levada para unidades de saúde, dia 5 voltou para o hospital, passou por cirurgia e morreu.

Uma menina de 9 anos e duas de 14 anos estariam envolvidas na agressão. O pai de Gabrielly, Carlos Roberto, desabafou sobre o caso  e afirmou que uma das agressoras disse para a criança que iria deixá-la na “cadeira de rodas'”. De acordo com a família, a briga teria começado após criança xingar a mãe da vítima de “prostituta”.

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