Pesquisa revela opinião dos paraenses em relação ao posicionamento dos governos na pandemia

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Realizada no período de 17 a 19 de maio, a DOXA publicou sua quarta pesquisa sobre o novo Coronavírus no Pará. A pesquisa atingiu uma amostra de 4.337 entrevistas distribuídas pelas seis mesorregiões (Metropolitana, Nordeste, Sudeste, Sudoeste, Baixo Amazonas e Marajó) através de WhatsApp e Facebook, avaliando o nível de concordância dos paraenses em relação ao lockdown e suas consequências e os posicionamentos do presidente Bolsonaro e governadores quanto ao isolamento social.

A pesquisa também avalia a atuação dos governos do Estado do Pará e Brasil no combate à Covid-19. Além disso, busca saber, na opinião dos paraenses, de quem foi a responsabilidade sobre a compra dos respiradores que não funcionaram.


De acordo com a empresa responsável pela pesquisa, os dados têm uma margem de erro de 3,0%, e o intervalo de segurança é de 95%.

O resultado chega no momento em que vários municípios paraenses estão sob o decreto que determina lockdown, e ao ser perguntado se o entrevistado concorda com a medida adotada pelo Governo do Estado como forma de conter a propagação do Coronavírus, a pesquisa mostra uma nítida divisão de opinião dos paraenses em relação ao assunto. 51% dos paraenses discordam da medida adotada pelo governo; enquanto 49% concordam.

Quando analisado pelas seis mesorregiões do Estado, Marajó é o que tem o maior índice de concordância, seguida pela mesorregião Sudoeste. Por outro lado, o maior índice de discordância é no Sudeste paraense. Metropolitana e Baixo Amazonas são as duas mesorregiões que apresentam níveis de concordância e discordância parecidos.

Quanto às consequências do lockdown – positivas ou negativas -, a percepção da população é que há mais consequências negativas, 53,8% do que positivas, 31,3%.
Porém, ao se fazer uma análise cruzada pelas mesorregiões, percebe-se que é no Marajó que há a maior percepção de consequências positivas, 73,1%; por outro lado, a região do Sudeste é a que apresenta o maior índice de negatividade, 70,5%.

QUEM ESTÁ COM A RAZÃO: BOLSONARO OU GOVERNADORES/PREFEITOS

A opinião da população mudou de lado em relação às esferas administrativas quando se refere a quem está com a razão nas decisões: Bolsonaro em relativizar com o isolamento social e deixar em quarentena apenas os grupos de risco; ou os governadores e prefeitos, em manter o isolamento total.

Na pesquisa de 29 de março, 36,8% consideravam que Bolsonaro tinha razão ao pregar o não isolamento (deixando apenas os grupos de riscos), agora nessa pesquisa atual, esse índice sobe para 57,8%. Por outro lado, na pesquisa de março, 58,8% diziam que os governadores tinham razão. Agora esse índice caiu para 34,4%. Ressalte-se que nessa última pesquisa, tem-se o fato do lockdown que envolve os prefeitos, também.

Ao cruzar pelas mesorregiões, Sudeste e Sudoeste são as duas regiões que apresentam os maiores índices dando razão a Bolsonaro. Por outro lado, a região do Marajó é a que apresenta o maior índice de apoio a governadores/prefeitos.

Já na avaliação do governo Bolsonaro no combate à pandemia, a pesquisa mostra que 54,6% avaliam como positiva a atuação do governo federal no combate ao Coronavírus; enquanto 30,8% avaliam como negativa. A avaliação Regular soma 13,7%. Os maiores índices de avaliação positiva do presidente estão concentrados nas regiões Sudeste, Sudoeste e Metropolitana; enquanto os maiores índices de avaliação negativa estão no Marajó.

AVALIAÇÃO GOVERNO HELDER NO COMBATE À PANDEMIA

Quanto a avaliação do trabalho do governo do Estado do Pará no combate ao Coronavírus, a pesquisa mostra que 54,8% avaliam negativamente; enquanto 27,2% avaliam positivamente. A avaliação regular soma 17,8%.

Ao se analisar a atuação do governo do estado pelas mesorregiões, a tabela mostra que as regiões do Baixo Amazonas, Metropolitana e Sudeste são as que apresentam os maiores percentuais de avaliação negativa. As melhores se concentram no Marajó, Nordeste e Sudoeste. Salientando que o Sudoeste tem o maior índice de avaliação regular, 55%.

As finanças públicas são avaliadas com cuidado pelos contribuintes que opinam sobre quem tem responsabilidade sobre a compra dos respiradores, já que os aparelhos não funcionaram. E a pesquisa mostra que 68,2% dos paraenses afirmam que a responsabilidade é do governador. 20,4% dizem que é da empresa que vendeu; 6,4% afirmam que a responsabilidade é do Secretário de Saúde. E 1,5% do Governo Chinês.

Ao se analisar pelas mesorregiões, apenas o Marajó apresenta o menor índice, 46,2%, daqueles que consideram que foi o governador que teve a responsabilidade pela compra dos respiradores errados. O sudeste é o que apresenta o maior índice, 76,8%.

E quanto à denúncia do Ministério Público Federal e da investigação, em curso, da Polícia Federal, a percepção da população paraense é que houve ilegalidade nessa transação comercial. É o que afirmam 68,0% dos entrevistados. 21,4% dizem que “talvez” tenha havido ilegalidade. Apenas 5,3% disseram que não houve ilegalidade.
A região do Marajó é a que apresenta o menor índice de pessoas que dizem que houve ilegalidade. No entanto, é no Marajó que tem o maior percentual de dúvida (se houve ou não), 42,3%. Sudeste e Sudoeste são as regiões com maiores percentuais.

A FAVOR OU CONTRA HIDROXICLOROQUINA NO TRATAMENTO DO COVID-19

70,3% dos entrevistados são a favor da adoção da Hidroxicloroquina no tratamento da covid-19 ainda no início dos sintomas da doença. Apenas 16,8% disseram que são contra. Outros 3,8% se declararam indiferentes; e 9,1% não souberam informar.
Apenas a região do Marajó apresenta o menor índice, 46,2%, de pessoas que concordam com o tratamento. Os demais apresentam índices bem maiores, acima de 66%.

Pesquisa na íntegra: Clique aqui

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