Confirmados
27.650
Recuperados
18.995
Óbitos
190

 Publicidade

Pesquisa revela opinião dos paraenses em relação ao posicionamento dos governos na pandemia

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp

Realizada no período de 17 a 19 de maio, a DOXA publicou sua quarta pesquisa sobre o novo Coronavírus no Pará. A pesquisa atingiu uma amostra de 4.337 entrevistas distribuídas pelas seis mesorregiões (Metropolitana, Nordeste, Sudeste, Sudoeste, Baixo Amazonas e Marajó) através de WhatsApp e Facebook, avaliando o nível de concordância dos paraenses em relação ao lockdown e suas consequências e os posicionamentos do presidente Bolsonaro e governadores quanto ao isolamento social.

A pesquisa também avalia a atuação dos governos do Estado do Pará e Brasil no combate à Covid-19. Além disso, busca saber, na opinião dos paraenses, de quem foi a responsabilidade sobre a compra dos respiradores que não funcionaram.


De acordo com a empresa responsável pela pesquisa, os dados têm uma margem de erro de 3,0%, e o intervalo de segurança é de 95%.

O resultado chega no momento em que vários municípios paraenses estão sob o decreto que determina lockdown, e ao ser perguntado se o entrevistado concorda com a medida adotada pelo Governo do Estado como forma de conter a propagação do Coronavírus, a pesquisa mostra uma nítida divisão de opinião dos paraenses em relação ao assunto. 51% dos paraenses discordam da medida adotada pelo governo; enquanto 49% concordam.

Quando analisado pelas seis mesorregiões do Estado, Marajó é o que tem o maior índice de concordância, seguida pela mesorregião Sudoeste. Por outro lado, o maior índice de discordância é no Sudeste paraense. Metropolitana e Baixo Amazonas são as duas mesorregiões que apresentam níveis de concordância e discordância parecidos.

Quanto às consequências do lockdown – positivas ou negativas -, a percepção da população é que há mais consequências negativas, 53,8% do que positivas, 31,3%.
Porém, ao se fazer uma análise cruzada pelas mesorregiões, percebe-se que é no Marajó que há a maior percepção de consequências positivas, 73,1%; por outro lado, a região do Sudeste é a que apresenta o maior índice de negatividade, 70,5%.

QUEM ESTÁ COM A RAZÃO: BOLSONARO OU GOVERNADORES/PREFEITOS

A opinião da população mudou de lado em relação às esferas administrativas quando se refere a quem está com a razão nas decisões: Bolsonaro em relativizar com o isolamento social e deixar em quarentena apenas os grupos de risco; ou os governadores e prefeitos, em manter o isolamento total.

Na pesquisa de 29 de março, 36,8% consideravam que Bolsonaro tinha razão ao pregar o não isolamento (deixando apenas os grupos de riscos), agora nessa pesquisa atual, esse índice sobe para 57,8%. Por outro lado, na pesquisa de março, 58,8% diziam que os governadores tinham razão. Agora esse índice caiu para 34,4%. Ressalte-se que nessa última pesquisa, tem-se o fato do lockdown que envolve os prefeitos, também.

Ao cruzar pelas mesorregiões, Sudeste e Sudoeste são as duas regiões que apresentam os maiores índices dando razão a Bolsonaro. Por outro lado, a região do Marajó é a que apresenta o maior índice de apoio a governadores/prefeitos.

Já na avaliação do governo Bolsonaro no combate à pandemia, a pesquisa mostra que 54,6% avaliam como positiva a atuação do governo federal no combate ao Coronavírus; enquanto 30,8% avaliam como negativa. A avaliação Regular soma 13,7%. Os maiores índices de avaliação positiva do presidente estão concentrados nas regiões Sudeste, Sudoeste e Metropolitana; enquanto os maiores índices de avaliação negativa estão no Marajó.

AVALIAÇÃO GOVERNO HELDER NO COMBATE À PANDEMIA

Quanto a avaliação do trabalho do governo do Estado do Pará no combate ao Coronavírus, a pesquisa mostra que 54,8% avaliam negativamente; enquanto 27,2% avaliam positivamente. A avaliação regular soma 17,8%.

Ao se analisar a atuação do governo do estado pelas mesorregiões, a tabela mostra que as regiões do Baixo Amazonas, Metropolitana e Sudeste são as que apresentam os maiores percentuais de avaliação negativa. As melhores se concentram no Marajó, Nordeste e Sudoeste. Salientando que o Sudoeste tem o maior índice de avaliação regular, 55%.

As finanças públicas são avaliadas com cuidado pelos contribuintes que opinam sobre quem tem responsabilidade sobre a compra dos respiradores, já que os aparelhos não funcionaram. E a pesquisa mostra que 68,2% dos paraenses afirmam que a responsabilidade é do governador. 20,4% dizem que é da empresa que vendeu; 6,4% afirmam que a responsabilidade é do Secretário de Saúde. E 1,5% do Governo Chinês.

Ao se analisar pelas mesorregiões, apenas o Marajó apresenta o menor índice, 46,2%, daqueles que consideram que foi o governador que teve a responsabilidade pela compra dos respiradores errados. O sudeste é o que apresenta o maior índice, 76,8%.

E quanto à denúncia do Ministério Público Federal e da investigação, em curso, da Polícia Federal, a percepção da população paraense é que houve ilegalidade nessa transação comercial. É o que afirmam 68,0% dos entrevistados. 21,4% dizem que “talvez” tenha havido ilegalidade. Apenas 5,3% disseram que não houve ilegalidade.
A região do Marajó é a que apresenta o menor índice de pessoas que dizem que houve ilegalidade. No entanto, é no Marajó que tem o maior percentual de dúvida (se houve ou não), 42,3%. Sudeste e Sudoeste são as regiões com maiores percentuais.

A FAVOR OU CONTRA HIDROXICLOROQUINA NO TRATAMENTO DO COVID-19

70,3% dos entrevistados são a favor da adoção da Hidroxicloroquina no tratamento da covid-19 ainda no início dos sintomas da doença. Apenas 16,8% disseram que são contra. Outros 3,8% se declararam indiferentes; e 9,1% não souberam informar.
Apenas a região do Marajó apresenta o menor índice, 46,2%, de pessoas que concordam com o tratamento. Os demais apresentam índices bem maiores, acima de 66%.

Pesquisa na íntegra: Clique aqui

Publicidade

Veja
Também