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Polícia Civil prende membros de quadrilha que desviava minério de ferro e ouro da Vale para São Paulo

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Em entrevista concedida na manhã desta sexta-feira (26) à imprensa de Parauapebas, o delegado Gabriel Henrique, titular da 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil, deu detalhes sobre a operação que prendeu membros de uma quadrilha que desviava minério de ferro e ouro do Projeto Salobo para o Estado de São Paulo.

De acordo com a autoridade policial, o trabalho de investigação da Polícia Civil, em parceria com a empresa de segurança contratada pela mineradora Vale, resultou na prisão de membros de uma quadrilha que atuava desde janeiro, dando um prejuízo em torno de sete milhões de reais para a empresa Vale, tendo em vista que eles desviavam minério de cobre juntamente com ouro processado e depois embarcavam e levavam a carga para o Estado de São Paulo.


Segundo explicou o delegado, todos os dias a mineradora Vale e a empresa Júlio Simões transportam minério da N1 ao Projeto Salobo. Na investigação, dois motoristas foram identificados desviando o trajeto, sendo que um deles está preso e o outro teve a prisão solicitada.

“Eles desviavam em torno de 50 metros durante três a quatro minutos andando e voltavam ao trajeto original. A polícia descobriu que com a conivência do balanceiro eles entravam no projeto vazio, fazia o contorno e voltava com a carga”, detalha Gabriel Henrique.

Conforme ainda o delegado, o operador da máquina que juntava esse minério na zona rural foi identificado juntamente com o proprietário da terra que por carrada tinha um valor disponível.

Nesta sexta-feira (26), informa o delegado Gabriel Henrique, foram presos o operador da máquina, o proprietário da terra, o motorista da carreta carregada, um dos motoristas da empresa Julio Simões e outros elementos envolvidos na quadrilha.

 

Até o momento, nove pessoas foram identificadas, sendo seis presas e as outras estão com prisão preventiva decretada. Ontem a polícia foi até a casa do líder da quadrilha, mas ele acabou fugindo.

“Os até agora suspeitos estão enquadrados nos artigos 288 e 155, furto qualificado e crime continuado, tendo em vista que esse crime já foi repetido por mais de 20 vezes. O motorista da Júlio Simões recebia cerca de oito mil reais por carrada de minério roubada com destino final o Estado de São Paulo”, explica Gabriel Henrique.

Segundo a polícia, foram presos os indivíduos Douglas dos Santos, Marcione de Souza, José Rimar, Michelângelo de Albuquerque e André Luis; e indiciados Vanderson da Silva, José Ricardo e Elenildo Rocha. Dos seis ouvidos, cinco confessaram participação na quadrilha e falaram de sua função no bando.

Delegado Gabriel Henrique finaliza a entrevista informando que foram 20 dias de investigação, com apoio da empresa de segurança Prosegur. “Havia dias que os investigadores passavam noites em claro para filmar, através de drone, o minério sendo retirado da zona rural com o desvio de trajeto dos caminhões. Uma carreta está detida carregada e a polícia está fazendo os trâmites legais”.

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