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Polícia Civil quer instalar nas seccionais a ‘Sala Lilás’ para acolher vítimas de abuso sexual

“Até o final da manhã de segunda (13) tínhamos contabilizado sete vítimas. Mas na tarde de ontem três vítimas estiveram na Seccional Urbana de Marituba para denunciar o adolescente. Duas disseram que teriam sido estupradas, e a outra chegou a trocar mensagens com ele, mas ficou desconfiada e não foi ao encontro”, informou o diretor de Polícia Metropolitana, delegado Marco Antônio Duarte, nesta terça-feira (14), ao falar sobre o andamento das investigações dos crimes de estupro e homicídio no município de Marituba, na Região Metropolitana de Belém.

O adolescente de 17 anos apreendido no último domingo (12), acusado de envolvido em crimes contra dez mulheres, já está à disposição da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa). O outro acusado, Jederson Menezes Alves, foi encaminhado ao sistema penitenciário ainda na segunda-feira (13). A Polícia Civil prossegue as investigações e orienta as mulheres vítimas desse tipo de crime que procurem qualquer unidade da Polícia Civil, para que sejam tomadas as providências necessárias.


A fim de ampliar as condições de acolhimento às mulheres vítimas de violência sexual, o delegado-geral de Polícia Civil, Alberto Teixeira, informou durante reunião interna, na manhã desta terça-feira (14), que a Polícia Civil estuda a instalação da “Sala Lilás” em seccionais urbanas da Região Metropolitana. O objetivo é prestar atendimento especializado e humanizado a mulheres e crianças vítimas de violência física e sexual.

“Nós sabemos que o crime de violência sexual causa constrangimento e, ao mesmo tempo, medo de procurar as nossas delegacias para registrar o fato. Ela sente vergonha em ter que falar o que aconteceu. E, efetivamente, com essas prisões que ocorreram no município de Marituba, algumas mulheres tiveram coragem de procurar a seccional. Elas foram recepcionadas de forma adequada, possibilitando que fizessem esse registro. Porque se o fato não chega ao conhecimento da Polícia Civil não temos como iniciar uma investigação. Pensando nisso, é que criaremos a Sala Lilás nas principais seccionais da capital e demais municípios da Região Metropolitana, justamente pra que possamos recepcionar essas mulheres que são vítimas de violência sexual, e também ali terem um atendimento especializado e humanizado”, disse o delegado-geral Alberto Teixeira.

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