Polícia estoura laboratório clandestino de drogas e faz uma das maiores apreensões dos últimos anos em Parauapebas

Mais de 91 kg de entorpecentes, arma de fogo, prensa e materiais usados no refino e distribuição foram apreendidos após denúncia de disparo de arma de fogo no Bairro União

Uma denúncia anônima sobre um suposto disparo de arma de fogo levou a Polícia Militar do Pará a descobrir um dos maiores laboratórios clandestinos de refino e distribuição de drogas registrados recentemente em Parauapebas. A operação foi realizada na tarde desta sexta-feira (7), no Bairro União, e resultou na apreensão de mais de 91 quilos de entorpecentes, além de uma arma de fogo, equipamentos utilizados no preparo das drogas e diversos materiais relacionados ao tráfico.

Segundo informações do 23º Batalhão da Polícia Militar (23º BPM), equipes do Grupamento de Prevenção Ativa (GPA) foram acionadas por volta das 15h30 por um morador próximo à praça do Bairro União. O denunciante, que preferiu não se identificar, informou ter ouvido um estampido semelhante a um disparo de arma de fogo vindo de uma residência localizada na Rua 19, nas proximidades do Quartel da PM.

Ainda conforme a denúncia, o imóvel apresentava intensa movimentação de pessoas e veículos desconhecidos, o que despertava suspeitas entre os moradores da região.

Cerco tático e fuga pela mata

Ao chegar ao local, os policiais montaram um cerco tático, já que nos fundos da residência havia uma extensa área de mata que poderia servir como rota de fuga.

Durante a aproximação, dois militares visualizaram um homem deixando o imóvel e correndo em direção à vegetação. Mesmo após diversas ordens de parada, o suspeito atravessou um riacho e conseguiu escapar em meio à mata fechada.

Com receio de haver vítimas ou outras pessoas em situação de risco dentro da residência, os policiais iniciaram uma averiguação no imóvel.

Cena chamou a atenção dos policiais

Segundo a ocorrência, ao observarem um dos cômodos pelos fundos da residência, os militares encontraram a porta e a janela abertas e visualizaram uma prensa industrial, diversas embalagens contendo substâncias semelhantes a drogas e vários materiais utilizados para manipulação, mistura, preparo e fracionamento de entorpecentes.

Diante da situação de flagrante, a equipe entrou no cômodo e constatou que o local funcionava como um verdadeiro laboratório clandestino para o processamento e distribuição de drogas.

No imóvel foram apreendidos:

  • 81,3 quilos de substância análoga à cocaína;
  • 10 quilos de substância análoga à maconha;
  • 190 gramas de substância análoga a crack;
  • 178 comprimidos de substância semelhante a ecstasy (“bala”);
  • 01 espingarda calibre 20;
  • 01 máquina de prensar;
  • 04 balanças de precisão;
  • 06 aparelhos celulares;
  • 03 garrafas de acetona;
  • 02 liquidificadores;
  • 02 peneiras;
  • bacias plásticas, facas, luvas, embalagens zip lock, Pó Royal, lidocaína e diversos outros materiais utilizados no preparo e embalagem das drogas.

Também foi apreendida uma motocicleta Honda CG 150 Fan, de cor vermelha, que, segundo relato das pessoas presentes no imóvel, pertenceria a um homem conhecido apenas pelo apelido de “Neguinho”.

Duas mulheres foram conduzidas

Durante a ação, os policiais encontraram duas mulheres no interior da residência. Em respeito às diretrizes editoriais do Portal Pebinha de Açúcar, elas serão identificadas apenas pelas iniciais M.S.M.M. e L.C.S..

Conforme o boletim policial, ambas afirmaram ser proprietárias do imóvel e disseram que haviam cedido um dos cômodos para um homem conhecido apenas como “Neguinho”. Elas alegaram desconhecer a existência do laboratório clandestino e dos materiais ilícitos encontrados pela Polícia Militar.

As duas acompanharam toda a averiguação e foram conduzidas à Delegacia de Polícia Civil, juntamente com todo o material apreendido, para a adoção dos procedimentos cabíveis.

Investigação continua

O homem que fugiu pela área de mata não foi localizado até o encerramento da ocorrência e deverá ser identificado durante as investigações conduzidas pela Polícia Civil.

A polícia também busca esclarecer quem é o indivíduo conhecido como “Neguinho”, apontado pelas conduzidas como o responsável por utilizar o cômodo onde funcionava o suposto laboratório de refino e distribuição de drogas.

Caso a quantidade de entorpecentes seja confirmada pela perícia oficial, a apreensão figura entre as maiores registradas nos últimos anos em Parauapebas, representando um duro golpe contra o tráfico de drogas no município.

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