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Polícia Federal faz buscas e apreensões na “Operação Desfecho” em Parauapebas e Canaã dos Carajás

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Os municípios de Parauapebas e Canaã dos Carajás, ambos localizados no sudeste do Pará amanhecerem movimentados na manhã desta terça-feira (18) com a visita de cerca de 60 Policiais Federais que deflagraram a “Operação Desfecho” que tem como objetivo dar continuidade na “Operação Terra Prometida”, que apreendeu diversos documentos na Secretaria Municipal de Educação de Parauapebas em setembro do ano passado.

De acordo com informações repassadas pelo jornalista Patrick Roberto (Grupo Correio de Comunicação) que se encontra na sede da Polícia Federal em Marabá, a operação que está sendo executada hoje em Parauapebas e Canaã dos Carajás investiga desvios e superfaturamentos em verbas federais destinadas ao transporte escolar do município de Parauapebas.


Os Policiais Federais estão munidos de 20 mandados. São sete de prisão preventiva, nove de busca e apreensão e quatro de condução coercitiva.
Os prejuízos aos cofres públicos são superiores a R$ 7 milhões.
Em Canaã dos Carajás a Polícia Federal teria cumprido mandado de busca e apreensão na empresa e residência do empresário Valdemar da Pavinorte.

De acordo com informações chegadas à reportagem do Portal Pebinha de Açúcar, até o fechamento desta matéria, dois servidores públicos da Prefeitura de Parauapebas teriam sidos encaminhados à Polícia Federal de Marabá para prestarem esclarecimentos. Trata-se da atual Secretária Municipal de Educação, Juliana Sousa e o atual Coordenador Municipal de Juventude, Shirlean Rodrigues, que já atuou também como efetivo da Secretaria Municipal de Educação.

Prefeitura responde

De acordo com o titular da Assessoria de Comunicação (ASCOM) da Prefeitura de Parauapebas, Marcel Nogueira dos Santos, “a prefeitura está tranquila e confirmamos que houve a ação da Polícia Federal na manhã desta terça-feira. A Secretária de Educação Juliana Sousa foi levada até Marabá para prestar esclarecimentos, assim como Shirlean Rodrigues. É isso que sabemos até o momento. Estamos aguardando nossos advogados de Marabá para que possamos prestar mais informações à imprensa e população de modo geral. Nosso prefeito continua trabalhando normalmente e não procede a informação de que a Prefeitura está fechada.
Há um novo tempo no Brasil e os recursos públicos estão sendo investigados com frequência, ainda mais quando existe verba federal. Isso é normal, deve acontecer dessa maneira mesmo e os secretários irão prestar os esclarecimentos necessários e no decorrer do processo iremos saber se existe algo irregular ou não.
Não temos nada a esconder, a Polícia Federal esteve aqui, levou documentos e a Secretária como agente pública tem que prestar esclarecimentos do que realmente aconteceu.
No decorrer do dia teremos mais informações e iremos repassar à imprensa”, afirmou Marcel Nogueira durante entrevista cedida ao repórter Rodrigo Cardoso da Arara Azul FM.

Relembre a “Operação Terra Prometida”

No dia 2 de setembro de 2014 o clima foi de extrema tensão dentro da Secretaria Municipal de Educação e da sede da Comissão de Licitações da prefeitura de Parauapebas, devido à presença de mais de 20 agentes da Polícia Federal, que deram cumprimento à “Operação Terra Prometida”.

Com mandado emitido pela Justiça Federal em Marabá, os policiais apreenderam contratos, planilhas de medição, processos de dispensas de licitação e outros documentos que na época tinham como objetivo indicar uma fraude na contratação de empresas que prestam serviços relacionados ao transporte escolar para a prefeitura de Parauapebas.

O valor das fraudes, levantado pela Polícia Federal na época, poderia ultrapassar R$ 5 milhões. Funcionários das pastas tiveram que desocupar as salas para o trabalho dos federais.

A operação da PF foi comandada pelo delegado Antônio Carlos Cunha Sá. Ele disse na época quais procedimentos serão tomados em relação aos documentos apreendidos.

“A investigação se refere exclusivamente para recursos de transporte escolar e agora a gente vai seguir realizando as formalidades da apreensão e a análise documental, para saber a regularidade desse processo e quem foram os responsáveis pelos encaminhamentos, e se a aplicação dos recursos ocorreu como deveria ser”, explicou o policial federal.

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