Policial Militar de Parauapebas é campeão sul-americano de jiu-jitsu

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Em constante atividade tanto combatendo a criminalidade nas ruas, como também competindo em diversos estados brasileiros e em outros países, o soldado da Polícia Militar do Pará, Jocyelio Venicius Moraes Assunção, lotado no 23° BPM em Parauapebas, tem representado bem a corporação ao receber bons resultados nas competições de jiu-jitsu.

A competição mais recente foi no evento Internacional de Jiu Jitsu, que aconteceu nos dias 24 e 25 de abril no Estado do Rio de Janeiro, onde Jocyelio sagrou-se campeão sul americano Sem Kimono (NoGi ) CBJJ/IBJJF, disputando com atletas do mundo todo. Ao todo foram três lutas, que lhe renderam o título de campeão na categoria Master 1 Faixa Roxa Peso Pena. “Todos os dias nos preparamos no Centro de Treinamento existente no quartel onde vários policiais praticam a modalidade; e no meu caso, além de servir como preparação para atuar melhor em minha profissão, viso a participação para competir em grandes eventos”, explica Jocyelio, contando já ter participado nos campeonatos em diversos Estados, tendo se sagrado campeão mundial pela CBLP – Confederação Brasileira de Lutas Profissionais, vice-campeão do Grand Slam , campeão piauiense, campeão norte e nordeste nos estados do Piauí e do Ceará, e campeão de vários open’s no Pará.


De acordo com Jocyelio, as preparações continuam, já tendo iniciado hoje, segunda-feira, 3, os treinos para participar do que chama de “próxima guerra”. Trata-se da competição internacional Rio Winter, um evento realizado pela IBJJF – Internacional Brazilian Jiu Jitsu Federation, que também acontecerá no Rio de Janeiro do dia 24 a 27 de junho. “Cada competição é um novo e único momento onde sempre uma surpresa nos reserva. Cabendo ao atleta treinar, ter disciplina e na hora do embate lutar com garra, determinação e fé”, resume Jocyelio.

 

A origem do Jiu-jitsu, como e onde tudo começou – Tudo começou em 1914, quando o japonês Mitsuyo Maeda, especialista nas artes marciais orientais, desembarcou no Brasil. Especialista nas artes marciais do Oriente,o japonês Mitsuyo Maeda vinha de uma turnê pela América do Norte e Central, onde apresentara – pela primeira vez no continente – o judô e o jiu-jitsu.

Especialista nas artes marciais do Oriente,o japonês Mitsuyo Maeda vinha de uma turnê pela América do Norte e Central, onde apresentara – pela primeira vez no continente – o judô e o jiu-jitsu. Mais conhecido pelo apelido Conde Koma, Maeda fixou residência em Belém do Pará, como adido do cônsul do Japão, mas nunca deixou de ensinar as lutas em que era mestre.

Um de seus alunos, Carlos Gracie, tinha um irmão franzino e de saúde frágil, chamado Hélio, que acabou criando uma técnica própria, baseada em alavancas – golpes que usam todo o peso do corpo (o seu e o do adversário). “Funciona como o macaco de trocar pneu. Vinte homens talvez consigam erguer um carro, mas um macaco faz o serviço com mais técnica e menos força”, diz Rorion Gracie, filho de Hélio e instrutor de jiu-jitsu em Los Angeles. Hélio viveu até os 95 anos. Morreu em 2009 e, segundo a família, ainda ensinava e treinava no tatame até 10 dias antes de falecer.

No início do esporte, ele constatou que o sistema funcionava melhor ainda no chão, onde o peso do corpo atingia sua força máxima. Nessa dupla estratégia – privilegiar as alavancas e levar a luta ao solo – está sua grande contribuição à luta original, possibilitando que um lutador mais fraco vença oponentes pesados. Foi isso que deslumbrou fãs de todo o planeta quando Royce Gracie, outro filho de Hélio, com apenas 77 quilos, derrotou Ken Shamrock, de 95 quilos, no Campeonato Mundial de Vale-Tudo de 1993.
A partir daí, o estilo tornou-se cada vez mais popular, apelidado de BJJ (Brazilian Jiu Jitsu) e praticado em centenas academias só nos Estados Unidos – onde o livro Brazilian Jiu-Jitsu Theory and Technique, escrito por Royler e Renzo Gracie, encabeçou a lista de mais vendidos sobre artes marciais em 2001.

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