Em entrevista exclusiva ao Portal Pebinha de Açúcar, dona Maria Raimunda revela o drama de conviver com o filho que sofre de transtornos mentais, destrói o próprio apartamento e recusa tratamento

O que inicialmente parecia ser uma ocorrência inusitada e perigosa de um morador utilizando um fogão a lenha improvisado dentro de um apartamento no Residencial Alto Bonito, revelou-se, na verdade, um profundo drama familiar e um problema de saúde pública.
Após a repercussão do caso, o Portal Pebinha de Açúcar foi até ao local e conversou com exclusividade com dona Maria Raimunda, mãe do homem responsável pelo ato que mobilizou o Corpo de Bombeiros na noite da última terça-feira (28). Desesperada, ela abriu as portas do imóvel no Bloco 18 e relatou o pesadelo que tem vivido, pedindo socorro às autoridades para conseguir a internação psiquiátrica do filho.
A origem do problema
O homem foi identificado pela mãe como Aricenildo de Jesus Moraes, de 38 anos. Segundo dona Maria Raimunda, os problemas de saúde mental do filho começaram a se manifestar de forma grave após o término de um casamento. Desde então, a situação vem se deteriorando.

O episódio do fogão a lenha, que colocou em risco o prédio inteiro, ocorreu porque, segundo a mãe, o gás de cozinha havia acabado e Aricenildo decidiu acender o fogo com lenha dentro de casa para cozinhar.
Cenário de destruição e medo
As imagens do interior do apartamento mostram um cenário desolador. Em meio a surtos, Aricenildo quebrou praticamente tudo o que havia no local: janelas tiveram os vidros estilhaçados, portas foram arrancadas, a pia do banheiro e o vaso sanitário foram danificados, além da destruição de eletrodomésticos como uma televisão de 29 polegadas, máquina de lavar e até o fogão e os móveis da casa.
“Tudo quebrado. Como é que eu vou voltar para um apartamento desse numa situação dessa? Se eu não tenho condição?”, desabafou dona Maria Raimunda, visivelmente abalada com a situação.
Recusa de tratamento e vizinhos assustados
A maior dificuldade enfrentada pela família é a recusa do rapaz em aceitar ajuda médica. A mãe relatou que ele não aceita tomar os medicamentos prescritos e se recusa veementemente a ir ao hospital ou ao CAPS (Centro de Atenção Psicossocial).
Diante do comportamento imprevisível e agressivo, dona Maria conta que precisou sair do apartamento porque sentia medo de ser agredida. O temor é compartilhado pelos demais moradores do Bloco 18, que, assustados com o risco de incêndios e outras ocorrências, organizaram um abaixo-assinado pedindo a retirada de Aricenildo do local.
“Eles fizeram um abaixo-assinado para tirar ele daqui, eles não querem mais ele aqui. Porque não sou eu [que estou em risco], todo mundo viu a situação do que aconteceu. Então corre perigo a vida de todos, não só a minha nem a dele”, reconhece a mãe.
Um apelo por socorro
Sem conseguir conter o filho sozinha, dona Maria Raimunda faz um apelo angustiado para que as autoridades municipais, o Corpo de Bombeiros ou a Secretaria de Saúde intervenham e realizem a internação compulsória de Aricenildo para tratamento psiquiátrico.
“Eu tô pedindo uma ajuda para que eu consiga internar ele. Por boa vontade dele, ele não vai. Eu já lutei de todo o jeito… Eu preciso de ajuda”, implorou a idosa.
Quem puder orientar ou auxiliar a família a conseguir a internação ou tratamento adequado para Aricenildo, pode entrar em contato com a neta de dona Maria, Carla Vitória Moraes Santos, através do telefone/WhatsApp: (94) 99257-2333.
O Portal Pebinha de Açúcar acompanhará o caso e espera que os órgãos competentes acolham essa família, garantindo o tratamento de saúde necessário ao rapaz e devolvendo a paz e a segurança aos moradores do Residencial Alto Bonito.







