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Preço de materiais para construção torna mais caro o sonho da casa própria

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Indispensável para o início de uma construção, o tijolo tem se tornado um produto cada vez mais escasso no mercado. Mas, além da falta nas lojas, o problema é também a alta nos preços que já chega a 100% nos últimos dias.

Nas construções o receio é que o produto falte e a obra pare, já que nos depósitos a compra tijolo só acontece sob encomenda e normalmente demora, pelo menos 15 dias. A insatisfação não está apenas nos consumidores, pois, os donos de depósitos também se queixam da dificuldade em conseguir o produto. “Muitos dos ceramistas fecharam. Hoje, de 12 cerâmicas que funcionavam em Eldorado do Carajás, sendo as mais próximas de Parauapebas, apenas cinco resistem; as três que operavam em Parauapebas também já fecharam as portas. Outro município mais próximo é Canaã dos Carajás, mas, lá também não tem nenhuma empresa neste citado segmento”, explica Lindomar Caon, gerente de depósito de material de construções, esclarecendo ainda que as fiscalizações dos órgãos ambientais e o valor que hoje é comprado a madeira que serve para lenha, indispensável para o aquecimento dos fornos que assam os tijolos e telhas, também dificultaram o funcionamento das cerâmicas.


De acordo com o parecer do PROCON de Parauapebas, vários são os motivos que elevaram o preço do produto; situação esclarecida pela coordenadora do órgão, Evellyn Melo, o que foi apurado é o aumento da demanda que pegou de surpresa o setor produtivo. “O setor não esperava que durante esse período de pandemia fosse ter tanta procura. E isso fez com que, praticamente, todos os insumos da construção tivessem aumento. Aliado a isso, tem a questão do tijolo afetando os depósitos de Parauapebas que, praticamente todos, compram o produto em Eldorado do Carajás, onde passa por mudança, entre elas, a legalidade ambiental”, explicou Evellyn Melo, mensurando que isso, naturalmente, onera o preço do produto.

 

O custo no material básico da construção aumentou também com a inflação do cimento, outro produto que se tornou, além de caro, raro no mercado. Porém, os revendedores não acreditam que a culpa seja do fabricante; sendo que a inflação não é gerada no distribuidor onde, segundo eles, o preço já chega um tanto alterado, sendo repassado pelo lojista, mas, o impacto mesmo é sentido no bolso do consumidor final. “Na indústria o cimento não teve tanto aumento assim. O lojista também não aumentou para obter margem de lucro, pois, é um tipo de produto que é oferecido apenas para girar e atrair clientes para a loja. A inflação está sendo gerada nas distribuidoras”, conta Lindomar Caon, gerente de depósito de material de construções.

Lindomar Caon, gerente de depósito de material de construções

 

A alta nos preços não é sentida apenas no material básico da construção como, por exemplo, cimento e tijolo, mas, é percebida também em material de acabamento, entre eles, pisos cerâmicos e porcelanatos, já que logo no início da pandemia, os fabricantes, por precaução, reduziram a produção contando que a construção civil teria regressão; porém, quando este segmento foi colocado como atividade indispensável e reagiu, faltando produtos nas lojas, o que, conforme a lei da menor oferta e maior procura, fez com que os preços subissem cerca de 10% e até o dobro disso em alguns produtos.

Coordenadora do PROCON, Evellyn Melo

 

Mas, o consumidor não está só, pois, o PROCON está de olho nas transações comerciais para saber se os preços estão inflando na fonte produtora ou por comerciantes que se aproveitam da situação para explorar o cliente. “Faremos sempre novas inspeções para verificar os preços de compra e de venda para apurar se há algum abuso contra o consumidor final. Mas, até o momento não foi notado nenhum abuso, sendo os preços justificados pela redução na produção”, resume Evellyn, dando por segurança para o consumidor a coleta de denúncias que podem ser feitas nos canais de atendimento do PROCON: Telefone – (94) 3346 – 7252; no CANAL 151; ou no E-mail – [email protected].

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