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Prefeitura descarta boato sobre demolição do CDC

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O assunto virou polêmica nas redes sociais e tem ganhado força entre os que dizem ter muitas e boas lembranças de eventos ocorridos no CDC.
Trata-se do Centro de Desenvolvimento Cultural de Parauapebas que, com a construção do Centro Cultural, poderá passar por mudanças, já que sua utilidade será transferida para a nova estrutura construída pela mineradora Vale S.A., resultado de Termo de Conciliação com a Justiça do Trabalho referente as horas “in itinere” dos trabalhadores em Carajás. Entre outros, a mineradora se comprometeu em entregar, a título de indenização aos trabalhadores de Parauapebas, um Centro Cultural com investimento não inferior a R$ 26 milhões, como resultado de uma multa dada pela Justiça do Trabalho.

Para entender melhor o assunto entrevistamos o Secretário Municipal de Cultura de Parauapebas, popularmente conhecido como Popó, e ele afirmou que o Novo Centro de Cultura já está construído e prestes a ser inaugurado. “A Vale irá gerencia-lo por um período, mas logo o entregará à secretaria de Cultura”, conta Popó, detalhando que este deverá absorver todas as demandas que funcionavam no CDC.


O novo Centro de Cultura chega com o que há de mais moderno em som, sala de áudio e vídeo, anfiteatro com capacidade para aproximadamente 400 pessoas e acústica de primeiro mundo, sala de danças etc., o que tira, segundo Popó, um pouco do sentido do CDC.

A discussão, segundo ele, está sendo feita pelo governo e envolve todos os equipamentos ao longo da área pública da rodovia PA-275, incluindo os quiosques, estacionamentos, parques e academias de ginásticas; tudo isto deverá sofrer transformações e ser melhor aproveitado, coibindo inclusive o mau uso de áreas públicas a exemplo de estacionamentos que, alguns deles, servem para área de revenda de veículos. “O governo pensa em construir um projeto que reorganize os estacionamentos criando mecanismo para gerencia-los podendo gerar emprego e renda, recuperar o que estiver deteriorado nesta área”, relata Popó, dando conta de que a derrubada do CDC é uma demanda defendida por comerciantes das proximidades sob a alegação visual, ampliação de estacionamentos e afugentar usuários de drogas que são vistos nas proximidades do mesmo, porém, não está concretizada.

Novo Centro Cultural de Parauapebas está prestes a ser inaugurado

 

O debate se fortalece agora, no momento em que são apresentados o desejo e a necessidade de reorganizar aquele perímetro bem como o surgir do Centro de Cultura. Para democratizar a ação, o prefeito Darci Lermen perguntou em uma rede social: “O que fazer com o CDC? Vamos juntos discutir o que fazer com o CDC”.
Porém, Popó garante que ninguém falou em derrubar o CDC, mas sugere que poderia fazer um pacto de derrubá-lo e construir outro aparelho para atender a cultura naquele lugar, algo, por exemplo, mais moderno. Ele mesmo admite ter grande apego pelo lugar, por isto propôs para os envolvidos na cultura, que ocupem com eventos diários aquela estrutura, demonstrando assim que ele é útil e deve continuar ali. Porém, diz com clareza que não se permite discutir esse assunto com quem não usa o CDC e aparece agora em sua defesa. Ele cita, inclusive, o momento em que estava conversando com nossa equipe de reportagem, e afirmou que naquela manhã, não tinha alguém usando as instalações para, pelo menos, ensaiar uma peça de teatro ou de uma banda.

Wandernilson Popó – Secretário de Cultura de Parauapebas

 

Prefeitura se manifesta

Em nota, a prefeitura municipal de Parauapebas, através de sua Assessoria de Comunicação (ASCOM), comentou sobre o assunto, confira na íntegra:

“A Prefeitura de Parauapebas esclarece que não existe nenhum projeto para a demolição do Centro de Desenvolvimento Cultural (CDC). Houve, sim, o levantamento dessa possibilidade em debate sobre a criação da “faixa azul”, para regularizar os estacionamentos públicos da cidade, muitas vezes ocupados por uma mesma pessoa como se fossem privados.
A prefeitura solicitou e ouviu as mais diversas opiniões sobre o ordenamento dos estacionamentos durante bate papo em rede social, e, nisso, foi levantada a hipótese de o CDC ser usado para a “faixa azul” tendo em vista que, ainda neste ano, será inaugurado o novo Centro Cultural de Parauapebas, que terá ampla estrutura, com salas de música, de dança e de audiovisual bem como local para exposição, vestiários, biblioteca com duas mil publicações e um teatro com capacidade para 300 pessoas.
A Prefeitura de Parauapebas ressalta que se mantém aberta ao diálogo com os movimentos sociais, por quais sempre demonstrou respeito”.

 

Movimento Ocupa CDC

Recentemente vários movimentos culturais se uniram em Parauapebas e lançaram a campanha “Ocupa CDC”.
Nossa reportagem entrou em contato com Ivan Oliveira, que é bastante atuante na área cultural em Parauapebas e pediu explicações sobre o movimento. Por sua vez, Ivan disse: “Trata-se de um manifesto artístico dos movimentos culturais da cidade com objetivo de abrir as discussões para as questões das políticas públicas de cultura, valorização da cultura local, revitalização dos espaços culturais da cidade como o CDC e promover o debate da importância da cultura como viés econômico pra cidade, discutindo com a sociedade e governo as soluções dessas pautas. #OcupaCDC também é uma ação política-social dos movimentos culturais da cidade, que há anos vivem à margem de toda e qualquer política pública. Esta ação será feita com apresentações culturais, debates, fóruns e intervenções urbanas na cidade”.

Reportagem: Francesco Costa / Da Redação do Portal Pebinha de Açúcar

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