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Primeiro Re-Pa do ano reúne mais de 41 mil torcedores no Novo Mangueirão

O primeiro clássico Re-Pa de 2026, disputado neste domingo (8), em Belém, acrescentou mais um capítulo especial à história do futebol paraense. O jogo de número 781 entre Clube do Remo e Paysandu Sport Club, que tem sua marca mundial, levou mais de 41.461 torcedores ao Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença, o Novo Mangueirão, que se tornou cenário de mais uma grande festa das torcidas nas arquibancadas, com mosaicos de ambos os lados, bandeirões e muita vibração. O placar ficou em 1 x 1.

O Paysandu saiu na frente ainda no primeiro tempo, enquanto o Remo conseguiu o empate na etapa final. O jogo é válido pela 4ª rodada do Campeonato Paraense de Futebol, que tem o apoio do Governo do Pará, por meio do Banco do Estado do Pará (Banpará).

Antes do apito inicial, a torcida azulina demonstrava confiança em um resultado favorável à equipe azulina. O torcedor Aldo Abreu arriscou um palpite otimista. “Sempre é Leão: hoje, amanhã, depois, sempre é Leão. E o placar é 3 a 0 pro Leão”, disse Aldo.

Outro torcedor do Remo, Raimundo Renato, também apostou em uma grande vitória. “Eu acredito que hoje é de cinco pra cima. Não tem como, a máquina voltou. O Leão, com toda certeza. Pode anotar: 5 a 0”, afirmou.

Pelo lado bicolor, o torcedor Renato Batista cravou seu palpite na vitória do Papão. “Eu não vou meter muita expectativa nesse caso repartido. A gente vai ganhar por uma bola. O Paysandu vai ganhar de 1 a 0, e vai ser tudo nosso”, declarou.

Proteção à mulher – Antes do início do jogo, o Governo do Pará realizou uma campanha contra feminicídio e importunação sexual. A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) desenvolveu ações voltadas à proteção das mulheres, por meio das equipes da Diretoria de Políticas Públicas e Prevenção Social (DPS). Houve divulgação do protocolo “Não se Cale” e dos canais de denúncia, como a Delegacia da Mulher Virtual e o Totem de Atendimento à Mulher. A abordagem educativa buscou conscientizar os torcedores sobre a importância da denúncia e do combate à importunação sexual em ambientes públicos.

Torcedora do Paysandu, Amanda Martins ressaltou a importância da campanha. “É muito bom manter a conscientização, porque hoje em dia a mulher sofre não só nos estádios, mas também na rua e no trabalho. O feminicídio não vem só do companheiro; vem de qualquer pessoa. É importante manter as pessoas conscientes, porque isso é o mínimo”, ressaltou.

O secretário de Estado de Esporte e Lazer, Cássio Andrade, acompanhou o jogo e enfatizou a importância do espetáculo esportivo e da campanha voltada à segurança das mulheres. “É o primeiro Re-Pa do ano, um grande evento, esperado por todos. É uma paixão que envolve o povo. Hoje, com mais de 41 mil pessoas aqui no Mangueirão, além do futebol chamamos a atenção para um programa que o Governo tem levado à frente, que é o combate ao feminicídio. O futebol, que historicamente é regido por homens, precisa ser um espaço seguro e aberto cada vez mais para mulheres”, disse o titular da Seel.

Planejamento de segurança – A segurança foi fundamental para garantir tranquilidade aos torcedores. Foram mobilizados 1.640 agentes de segurança, apoiados por 254 viaturas, 54 motocicletas e 24 conjuntos de cavalaria. A Polícia Militar realizou as ações ostensivas, enquanto as demais forças atuaram na mobilidade urbana e no atendimento a ocorrências. O Grupamento Aéreo (Graesp) fez o patrulhamento com uso de drones.

 

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