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Professores da Escola-Sede tomam lições de vida no Aconchego do Idoso

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A tarde da última terça-feira (8) foi muito especial para um grupo de professores da Escola-Sede Estadual de Ensino Médio Eduardo Angelim. Os educadores estiveram no Aconchego dos Idosos e puderam conhecer um pouco da realidade de senhores e senhoras de cabelos brancos que estavam lá, “proseando”, como eles mesmos dizem. O Aconchego é um espaço sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) localizado no Bairro Rio Verde e que atende dezenas de idosos.

De acordo com a diretora Ana Maria Santos, a iniciativa tinha em vista promover interação entre os educadores e os idosos, os quais são grandes mestres na arte de viver, com suas experiências, suas memórias e seus ensinamentos. “Eles são professores respeitáveis na escola da vida. Já viveram bastante e têm diploma de bons costumes. Quisera toda a sociedade atual conseguir chegar à idade deles”, explica a diretora-sede.


Para o professor Jader Menezes, aquele foi um momento ímpar, de troca de experiências e descontração. Ele conta ter ouvido relatos emocionantes. “Um senhor me disse que, certa vez, pegou a única cédula que tinha na carteira, de R$ 10, e doou ao Aconchego para comprar carne. A fala dele foi de uma sinceridade e de uma simplicidade sem tamanho”, destacou Menezes, que prometeu retornar à instituição sempre que possível. “São pessoas que contribuíram muito com a sociedade e que, agora, precisam descansar, mas também precisam ser enxergadas pelas políticas públicas”, analisa.

Ao som de palestras e músicas, os idosos se divertiram junto com o grupo de cerca de 20 educadores. Seu José da Silva, 72 anos, pediu, inclusive, que os professores retornem mais vezes. “A gente passa o dia aqui às vezes, dança, conta piada e ri entre a gente mesmo. Mas é tão bom quando vem um pessoal de fora e conversa com a gente”, desabafa, dizendo ter simpatizado com o “rapaz que quase chorou” [o professor Jader] quando ouviu as histórias dos integrantes do Aconchego.

IDOSOS EM PARAUAPEBAS

É considerada idosa toda pessoa com idade igual ou superior a 60 anos, de acordo com parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS). Para efeito de políticas públicas, cada país pode adotar um piso mínimo de idade, mas, aqui no Brasil, 60 anos é a base, conforme legislação específica e previsto no Estatuto do Idoso.

Parauapebas tem atualmente 12 mil idosos, o que representa 6% da população. Deles, 10.480 têm título de eleitor do município, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas apenas uma pequena parcela é atendida por políticas públicas específicas.

Uma considerável parte da população idosa local, embora esteja aposentada, encontra-se em estado de vulnerabilidade social, de acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Muitos velhinhos usam o salário mínimo da aposentadoria, de R$ 880, para sustentar uma casa com três, quatro, cinco pessoas e não lhe sobra sequer dinheiro para comprar remédios.

Aqui no município, a expectativa de vida média é de 73,55 anos (superior à média do Pará, de 72,36 anos). A probabilidade de uma pessoa qualquer de Parauapebas chegar a se tornar idosa é de 87,58%, de acordo com o Pnud, muito acima da chance de um brasileiro qualquer, que é de 84,05%. Muitos não chegarão aos 60 anos devido a fatores como doenças, acidentes e violência, que ceifam milhares de vidas anualmente.

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