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Profissionais de imprensa participam de evento sobre suicídio

Foto: Douglas Camargo

A mídia desempenha um papel significativo na sociedade atual, ao proporcionar uma ampla gama de informações através dos mais variados recursos. Influencia fortemente as atitudes, crenças e comportamentos da comunidade e ocupa um lugar central nas práticas políticas, econômicas e sociais.

Devido a essa grande influência, os meios de comunicação podem também ter um papel ativo na prevenção do suicídio. Um dos muitos fatores que pode levar um indivíduo vulnerável a efetivamente tirar a sua vida pode ser a publicidade sobre os suicídios. A maneira como os meios de comunicação tratam casos públicos de suicídio pode influenciar a ocorrência de outros suicídios.


Foi pensando em levar orientação aos profissionais de comunicação de Parauapebas, que a Secretaria Municipal de Saúde e a Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Parauapebas realizaram um evento exclusivo para os trabalhadores na área de comunicação, inclusive os chamados influenciadores digitais, além de jornalistas, radialistas, blogueiros e outros.

“Esse encontro é um desdobramento de ações a respeito da prevenção ao suicídio voltado hoje aos profissionais da mídia que a gente sabe que pode exercer grande influência no âmbito de prevenção do suicídio”, explicou o psicólogo Tácio Costa, moderador no evento, que detalhou, entre outras coisas, as formas adequadas que devem serem divulgadas as notícias, sugerindo que sejam contidas as informações a respeito do suicídio o que é, como se prevenir e onde buscar auxílio.

Ainda de acordo com Tácio Costa, as pesquisas mostram que a foram como os casos são abordados e noticiados podem, juntamente com outros fatores, influenciar para a ocorrência de mais casos de suicídios; e nesse sentido a informação tem sua importância assegurada.

O evento contou com a participação de profissionais que atuam no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), que também orientaram a respeito da rede de atendimento disponibilizadas pelo município para os que padecem com transtornos mentais de leve e médio ao avançado.

De acordo com Vagner Dias Caldeira, psicólogo, supervisor da rede de atenção psicossocial, hoje o município conta com uma rede complexa para atender às pessoas que estão com sofrimento psíquico, sendo que as Unidades de Saúde Básicas de Saúde (UBS) disponibilizam de psicólogos para esse público tanto na zona urbana, quanto na rural, onde todos os servidores são capacitados frequentemente para atender as pessoas com transtornos mentais. “A rede é dividida de acordo com o grau de sofrimento de cada pessoa; sendo que as que apresentem transtornos mais graves são atendidas pelo CAPS , enquanto que as leves e moderadas são atendidas nas UBS’s”, orienta Vagner Caldeira, contando que o CAPS já faz um trabalho há muito tempo com uma equipe experiente trazendo melhora para a saúde mental das pessoas que, ao melhorar o sofrimento para leve ou moderado voltar a serem acompanhados por psicólogos na UBS de seus respectivos bairros.

A participação de diversos profissionais foi ativa, apresentando propostas para o modelo de reportagens e ainda como expor ou não expor uma vítima de suicídio, além de avaliar positivamente o evento.

O evento, ocorrido na manhã da última segunda-feira (9), faz parte das ações que estão sendo desenvolvidas no “setembro amarelo”, período em que se envida esforços para o combate a um mal silencioso que tem posto fim na vida de muitos: o suicídio.

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