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Receita da Prefeitura de Canaã vai explodir 450% com operação do projeto S11D

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A situação da conta-corrente da Prefeitura de Canaã dos Carajás vai mudar da água para o vinho quando o projeto S11D estiver em ação para lavrar minério de ferro.
Matematicamente, num ano cheio da produção (que comece em janeiro e termine em dezembro), a prefeitura local vai faturar em royalties, somente com minério de ferro, algo em torno de R$ 110 milhões, considerados os preços atuais da tonelada do produto, que luta bravamente para se manter no patamar de 40 dólares. O ano cheio será aquele no qual forem extraídas 90 milhões de toneladas de minério de ferro, como espera a Vale, dona de S11D.

Isso vai representar a explosão de 450% na receita da Cfem e deixará Canaã pau a pau com Parauapebas, ao menos em termos de arrecadação, com a vantagem de ter população infinitamente menor – Parauapebas chega a 2016 com 198 mil habitantes enquanto Canaã atinge 35 mil habitantes fixos mais um exército de 15 mil “semimoradores flutuantes”, que se movimentam pendular e diariamente entre Canaã e Parauapebas e entre Canaã e Xinguara.


Se o patamar do minério manter-se como tal e não houver alteração no cronograma do megaprojeto, Canaã dos Carajás raiará a década que vem como o segundo mais poderoso do Pará, atrás apenas de Belém e deixando quem lhe deu origem – Parauapebas – para trás. Debaixo dos pés dos moradores da “Terra Prometida” há inúmeras outras preciosas jazidas à espera de acontecer, como é sabido pela Vale, pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), mas não divulgado publicamente para evitar especulações, embora todos os moradores da região estejam carecas de saber.

A dúvida, no fundo, é se tanto dinheiro que se vislumbra num futuro próximo vai transformar-se, a partir de ações de governança, em desenvolvimento social para a população municipal. Se seguir o modelo do que vem acontecendo nos municípios mais próximos, dificilmente, e uma grande parte da população de Canaã deverá, sem tempo para acabar, seguir levando ferro e tomando no cobre enquanto as riquezas físicas fogem de trem e os cifrões são guardados debaixo dos panos.

Reportagem: André Santos – Colaborador do Portal Pebinha de Açúcar

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