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Secretaria de Educação promove oficina sobre cultura afro-brasileira

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Durante toda a manhã da última sexta-feira (25), profissionais da Secretaria Municipal de Educação (Semed), tanto da área administrativa como pedagógica, participaram da oficina “Cultura afro-brasileira e africana”, realizada no auditório do Centro Administrativo da Prefeitura de Parauapebas.

O treinamento objetivou difundir a Lei nº 10.639, de 2003, que trata sobre o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana, além de ressaltar a importância da cultura negra à formação da sociedade brasileira. O educador Marcos Frazão, técnico da Diretoria Pedagógica da Semed, e Janes Vargem, coordenadora de História dos 3º e 4º ciclos, foram os ministrantes da oficina.


Segundo Janes, a lei que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana em todas as escolas, públicas e particulares, do ensino fundamental até o ensino médio, foi sancionada há uma década. Entretanto, nos dias atuais muitas instituições educacionais ainda não abordam a temática como deveriam.

“O ensino deste tema ainda é abordado em disciplinas específicas, como história, geografia e ensino religioso, mas é necessário que seja um conteúdo interdisciplinar”, explica Janes Vargem, destacando a importância dessa adequação para que, de fato, as escolas cumpram seu papel no combate ao preconceito.

Experiência de vida
Entre as atividades desenvolvidas no decorrer do encontro, a leitura de imagens chamou atenção. Ao expor imagens diversas de pessoas negras, os ministrantes solicitaram que cada participante escolhesse uma que lhes fosse mais significativa e discorresse sobre ela. À medida que os relatos foram ocorrendo, ficou claro que todos ali sofreram algum tipo de preconceito, visto que as imagens escolhidas falavam muito sobre cada um deles.

A coordenadora do Setor de 3º e 4º ciclos, Maria Dirce Fernandes, escolheu a imagem de um casal de jovens, uma negra e um branco, que estavam com mãos sobre suas bocas representando o silêncio. Para ela, essa imagem tem tudo a ver com sua história de vida, pois retrata bem a luta que ela, Dirce, travou com o mundo ao escolher um homem branco para esposo.

“Por eu ser negra e ele, branco, escondemos o relacionamento de nossas famílias por temer o preconceito. E, quando descobriram, não aceitaram”, conta ela, ao relembrar que nos últimos 24 anos, período em que está casada, muita coisa mudou em relação à atitude dos familiares.

Contudo, a educadora acrescenta que a sociedade ainda é preconceituosa e que cabe à escola trabalhar em prol da justiça, da igualdade de direitos e da inclusão dos negros em nível social. “Somos multiplicadores da causa. Nossas crianças precisam, desde cedo, reconhecer o valor do outro, independente da raça”, encerra.

Reportagem e foto: Messania Cardoso

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