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Secretário de Urbanismo de Parauapebas culpa a população pelo lixo nas ruas

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Com os contêineres transbordando e a coleta notadamente desordenada, o lixo tem sido o “personagem” mais visto em cena em Parauapebas. Enquanto o problema não é resolvido, o Secretário Municipal de Urbanismo, André Rosa Aguiar, vai se esquivando transferindo a culpa para a população e fazendo promessas para ganhar tempo.

Em entrevista recente concedida à Arara Azul FM, durante o Programa “Alerta 96”, apresentado por Elson Brito e com reportagens de Rodrigo Cardoso, André Rosa reafirmou o que já havia dito em entrevista exclusiva ao Portal Pebinha de Açúcar, postada no dia 2 de maio: “O principal problema não é exatamente o lixo, mas a conduta da comunidade que não o dispõe de uma forma correta”.


Prometeu

Na mesma entrevista ele falou sobre o problema do lixo no Mercado Municipal do bairro Rio Verde. Como solução disse que já estava sendo providenciado contêineres em maior quantidade e com tampa, material que ele disse que já estava licitado; e após disponibilizado estes recipientes os caminhões de coleta estariam sempre removendo o material neles depositados.

Para resolver o problema de resíduos diferenciados como, por exemplo, moveis, eletrodomésticos e outros objetos grandes, o Secretário de Urbanismo disse que seriam implantados, pelo menos, seis ECOPONTOS onde poderiam ser descartados objetos que não podem ser mantidos em casa.

Não cumpriu

Passados mais de 30 dias, o problema se agravou ainda mais. Os contêineres prometidos não foram disponibilizados; e o “lixão”, que se instalou no local, só vem aumentando. A limpeza no Mercado Municipal deixa tudo a desejar, percebendo que até as escamas dos peixes ficam espalhadas no piso.

Como a coleta na cidade não é feita no tempo regular e com um espaço ocioso e não urbanizado a população descarta nas proximidades do Mercado do Rio Verde diversos resíduos, até descartes de borracharia.

Discordância

André Rosa deu ainda a notícia que o Mercado do Rio Verde sofreria uma reforma geral, podendo ser destinado para outros fins ou após modificações ser realocado para outros usuários que realmente atuem como feirantes e não o use apenas com depósito, realidade que ocorre no momento.

Porém, construir locais ou reformular os já existentes vai em desencontro com o dito pelo prefeito Valmir Mariano na mesa de negociação com os servidores públicos, quando ele afirmou que “muitas das obras já iniciadas não seriam continuadas por causa da queda na arrecadação”, ele disse que trata-se apenas de uma urbanização de uma via adequada para camelôs e não a construção de prédio.

Incompetência

Sobre as reclamações de populares que citam a demora no recolhimento dos resíduos domiciliares, André Rosa explicou na entrevista ser difícil gerenciar isso, por ser várias empresas envolvidas, e diz defender a unificação do prestador de serviço o que, em sua opinião, melhorará a qualidade e pontualidade.

Enquanto isso, a cidade continua em um “mar de lixo” o que pode proliferar doenças diversas e para cujos atendimentos o Hospital Municipal deixa tudo a desejar.

Reportagem e fotos: Francesco Costa – Da Redação do Portal Pebinha de Açúcar

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