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Segundo Ministério do Trabalho, Curionópolis é o 8º melhor município do Brasil para emprego

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Quem diria. Esquecido no mapa do destino entre seu irmão Parauapebas e sua mãe Marabá, o município de Curionópolis ensinou às potências ao redor como é que se gera emprego no Brasil. No calor das emoções dos projetos minerários Serra Leste, da multinacional Vale, e Antas North, da Avanco Resources, a eterna terra do garimpo de Serra Pelada fechou 2016 no topo do país no quesito geração de empregos, com um belo saldo de 1.219 oportunidades, de acordo com números divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego no último final de semana.

Houve apenas sete lugares do país que criaram mais vagas de trabalho que Curionópolis. Por outro lado, no Pará, há inúmeros municípios que figuram entre os 50 que mais demitiram, como Altamira (o 23º que mais desempregou, por conta da finalização das obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, do Governo Federal), Belém (25º que mais demitiu, em razão das pernas bambas do comércio e da construção civil) e Canaã dos Carajás (41º que mais fechou postos de trabalho, em razão da finalização das obras civis do projeto S11D, da Vale).


O caso de Curionópolis é espetacular porque desnuda uma ilha de prosperidade de emprego e renda em meio a uma vizinhança atolada em caos social. Não que as coisas estejam mil maravilhas em Curionópolis, mesmo porque, em 2016, um observatório maldoso pegou dados de mais de meia década atrás e os divulgou, colocando o município como um dos cem piores do Brasil em “qualidade de vida”, o que foi terrível e prontamente copiado e colado pela imprensa sem qualquer análise da origem dos dados ou questionamento. E assim ficou.

Mesmo não sendo um paraíso na terra, Curionópolis — observado conjunturalmente e na média do todo — está longe de ser o inferno social que pintaram. Evidentemente, há muito por fazer para valer o título de “terra do emprego”.

O município é pequeno e sua receita está em franco crescimento, especialmente no que diz respeito a Imposto Sobre Serviços (ISS) e Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem), linhas que turbinaram as contas da prefeitura local em 2016. Dá para desenvolver-se socioeconomicamente. Apenas nos primeiros 24 dias deste ano, a Prefeitura de Curionópolis viu entrar na conta bancária R$ 1,9 milhão, R$ 577 mil deles em royalties de mineração.

Para que continue mantendo estoque favorável de empregos, é preciso canalizar os recursos para ações locais de atração de investimentos e estímulo a arranjos produtivos que gerem trabalho e renda. Isso porque esse “boom” de empregos no município é oriundo da indústria extrativa mineral para extração de ferro e cobre. E os minérios, como todos já sabem, um dia acabam sem dizer adeus.

Reportagem: André Santos – Colaborador do Portal Pebinha de Açúcar

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