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Semas libera nova licença para exploração de minério em Curionópolis

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Foi entregue na tarde desta terça-feira (27), pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), uma nova licença para que a mineradora Vale explore seis milhões de minério de ferro por ano no município de Curionópolis, sudeste do Estado. No início deste ano, dois milhões de toneladas há haviam sido autorizados.

Estiveram presentes na assinatura do documento o secretário de Meio Ambiente, Luís Fernandes; o chefe da Casa Civil, José Megale; o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Adnan Demachcki, deputados e representantes da empresa.


Após seis meses de pesquisa e estudo na área, a secretaria aprovou o licenciamento. “Este projeto é de grande importância para a região, para o Estado. Melhora a arrecadação e a geração de emprego e renda. É dessa forma que o Pará se mantém estável na crise”, disse Luís Fernandes.

Localizado em Curionópolis, o chamado projeto Serra Leste quer, agora, expandir em dez milhões de toneladas por ano a produção de minério de ferro, dos tipos fino e granulado, do complexo minerador de Carajás. Apesar de o número parecer pequeno se comparado com os outros projetos, o alto teor de ferro do minério de Serra Leste é um diferencial e contribui para compor o blend (mistura de minérios) de produtos da região.

Para o deputado João Chamon, o projeto, embora embrionário, tem ajudado bastante no desenvolvimento do sudeste do Estado, gerando economia e emprego. “Hoje estamos aqui festejando, mas já estamos querendo mais, queremos a ampliação”, pontuou.

Luciano Madeira, especialista técnico da Vale, disse que a licença era aguardada ansiosamente pela empresa. Segundo ele, mais de 800 novos empregos vão poder ser gerados a partir de agora. “É uma parceria em que todos saem ganhando. Vai aquecer a economia e chamar a atenção dos investidores”, completa. Atualmente, a China é o maior comprador de minério da Vale.

Economia

Por meio do projeto Serra Leste, a prefeitura local arrecadou R$ 1.376.517,37 em cota-parte da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem) até o momento – valor que pode até parecer pouco, mas é inédito e já dá para começar a planejar o futuro sem indústria extrativa mineral.

Curionópolis vai voltar a arrecadar mais sobre aquilo, e unicamente aquilo, que oferece em estado bruto.

Só não pode viver exclusivamente à sombra desse projeto, que, ao operar em capacidade plena, terá vida-útil mais curta que os da vizinhança.
A Serra Leste, em Curionópolis, possui apenas 305,6 milhões de toneladas de minério de ferro (com teor de 65,4%), enquanto a Serra Norte, em Parauapebas, ainda guarda 2,54 bilhões de toneladas (com teor médio de 66,7%), e a Serra Sul, em Canaã dos Carajás, reserva intactos 4,24 bilhões (com igual teor à Serra Norte).

Veja AQUI a manifestação feita por populares que interditaram a PA-275 em Curionópolis com o objetivo de pressionar o Governo do Pará para que a Licença Ambiental fosse liberada.

Reportagem: Bianca Teixeira e André Santos

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