Nova instituição terá sede em Altamira e atenderá 11 municípios da região, ampliando a oferta de ensino superior e incentivando pesquisas voltadas à Amazônia

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (9) o projeto que cria a Universidade Federal do Xingu (UFX), instituição que será formada a partir do desmembramento do campus de Altamira da Universidade Federal do Pará (UFPA). A proposta havia sido arquivada em 2022, mas voltou a tramitar após articulação do senador paraense Zequinha Marinho (Podemos-PA), que defendeu a retomada das discussões sobre a criação da nova universidade.
A aprovação representa um passo importante para a ampliação do ensino superior público na região do Xingu, uma das áreas mais estratégicas da Amazônia brasileira. A expectativa é de que a nova instituição contribua para a formação de profissionais qualificados, fortalecimento da pesquisa científica e desenvolvimento socioeconômico regional.
Segundo Zequinha Marinho, a criação da universidade está alinhada com uma agenda voltada ao fortalecimento das oportunidades educacionais e ao desenvolvimento sustentável da região. “A criação da Universidade Federal do Xingu representa o nosso compromisso com uma agenda voltada ao desenvolvimento regional e à ampliação do acesso ao ensino superior na Amazônia”, destacou o senador.
O relatório favorável ao projeto foi apresentado pela senadora Professora Dorinha Seabra (União Brasil-TO). No documento, ela ressalta que a implantação de uma universidade autônoma vai além da simples ampliação de vagas acadêmicas. De acordo com a parlamentar, instituições de ensino superior com forte atuação em pesquisa, extensão e inovação possuem papel fundamental na transformação social e econômica dos territórios onde estão inseridas.
A futura Universidade Federal do Xingu deverá funcionar em modelo multicampi, abrangendo os municípios de Altamira, Anapu, Brasil Novo, Gurupá, Medicilândia, Pacajá, Placas, Porto de Moz, Senador José Porfírio, Uruará e Vitória do Xingu. Juntas, essas cidades reúnem uma população estimada em cerca de 500 mil habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Além de ampliar o acesso ao ensino superior, a UFX deverá incentivar pesquisas voltadas às necessidades da região, contribuindo para a busca de soluções sustentáveis para desafios ambientais, sociais e econômicos da Amazônia.
A expectativa é que a presença de uma universidade federal independente fortaleça a produção científica local, valorize as vocações econômicas da região e promova maior integração entre conhecimento acadêmico e desenvolvimento territorial.
Com a aprovação no Senado, o projeto segue agora para as próximas etapas legislativas necessárias para sua efetivação. Parlamentares favoráveis à proposta consideram a criação da Universidade Federal do Xingu um marco para a educação superior no Pará e uma importante ferramenta para impulsionar o desenvolvimento sustentável da região amazônica.








