Na tarde desta quinta-feira (3), o servidor público Anderson Cristiano Sales Silva, atual diretor do Departamento Municipal de Arrecadação de Parauapebas (DAM), órgão ligado à Secretaria Municipal de Fazenda (Sefaz), registrou um boletim de ocorrência na Delegacia Virtual da Polícia Civil do Pará, denunciando ter sido vítima de difamação em redes sociais.
O caso ocorreu no dia 2 de abril e envolveu publicações nos perfis “Ego Parauapebas” e “FofoPebas” no Instagram, onde ele foi falsamente acusado de liderar uma invasão de terras públicas na cidade.
Segundo o relato de Anderson, as postagens afirmavam que ele estaria comandando um grupo de invasores que tenta ocupar uma área localizada atrás dos imóveis da Quadra A1, no Bairro Residencial Amazônia. No entanto, o servidor nega qualquer envolvimento com invasões e afirma que, junto a outros moradores, há mais de uma década trabalha na preservação ambiental voluntária da área, identificada oficialmente como Área Verde 06, de propriedade do município de Parauapebas.
Tentativa de apropriação irregular
No abaixo assinado e em vários boletins de ocorrência, os moradores mencionam que o Sr. “Flausino”, tem tentado reiteradamente tomar posse da Área Verde 06, sem apresentar documentos que comprovem a propriedade ou posse legal. Ele afirma ainda que houve ameaças de desmatamento, uso de máquinas no local e até loteamento da área para venda, sendo registrado boletim de ocorrência pelos demais moradores que informaram no registro estarem sendo ameaçados pelo Sr. “Cassio”.
De acordo com o denunciante, essa não é a primeira tentativa de ocupação irregular do espaço, em 11/09/2023 foi feito abaixo assinado contra a invasão da mencionada área por todos os moradores da quadra A1, Rua A1. A divulgação das informações falsas seria uma estratégia para manipular a opinião pública e facilitar a apropriação indevida do patrimônio público.
Providências e investigação
O caso já foi levado a órgãos competentes, como a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), a Secretaria Municipal de Urbanismo (Semurb), a Procuradoria Geral do Município (PGM) e ao Ministério Público. Além disso, os moradores protocolaram um projeto solicitando a destinação formal da área para uso comunitário de preservação ambiental.
Anderson solicitou providências contra os responsáveis pelas publicações e uma investigação para apurar possível ligação entre os autores das postagens e os indivíduos que tentam tomar posse da área. Ele também se colocou à disposição para apresentar provas documentais e registros da posse pública do terreno.
A Polícia Civil deve dar andamento às investigações, e o denunciante precisará comparecer à 20ª Seccional de Parauapebas para dar continuidade ao processo legal.