Confirmados
27.650
Recuperados
18.995
Óbitos
190

 Publicidade

Sespa equipa comitê que vai atuar no combate ao mosquito Aedes Aegypti

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp

O Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), está adquirindo inseticidas, mosquiteiros, carros e vários outros insumos e equipamentos que irão ajudar no combate ao mosquito Aedes Aegypti no Estado. O investimento faz parte do plano de ação criado para combater o avanço das doenças causadas pela picada do inseto: febre amarela, dengue, zika vírus e chikungunya.

No dia 17 de dezembro, foi publicada no Diário Oficial do Estado portaria criando o Grupo Técnico Condutor, de caráter consultivo, a fim de auxiliar na definição de diretrizes estaduais de vigilância, prevenção e controle das emergências para o enfrentamento das doenças, e no acompanhamento e avaliação de ações desenvolvidas pela Sespa e instituições envolvidas. “O governo federal decretou estado de emergência nacional, e com isso todos os Estados precisaram criar medidas próprias de combate ao mosquito também”, explica o secretário de saúde, Vitor Mateus.


O comitê é composto por pessoas, vinculadas a instituições públicas e privadas, envolvidas em eventos de enfrentamento das quatro doenças no Pará. Fazem parte deste projeto: Diretoria de Vigilância em Saúde, Departamento de Controle de Doenças Transmissíveis por Vetores, Departamento de Epidemiologia, Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs), Assistência Pré-Hospitalar e Hospitalar, Coordenação Estadual de Mobilização Social, Diretoria de Políticas de Atenção Integral à Saúde, Laboratório Central do Estado (Lacen) e Instituto Evandro Chagas. O Exército também deve participar da campanha.

Coordenação – Buscando executar ações que freiem o avanço do mosquito no Estado, o Grupo Técnico está responsável por elaborar protocolos e fluxogramas e programar planos diretores, preventivos, de contingência e de ação da área da saúde para atuação em situações de emergências.

Ainda segundo a portaria, é de responsabilidade da equipe apoiar os municípios na estruturação das vigilâncias em saúde; elaborar um Plano de Ação; fazer o monitoramento, acompanhamento e avaliação da atuação no enfrentamento ao mosquito; manter atualizadas e disponíveis informações relacionadas às situações de saúde no âmbito estadual da febre amarela, dengue, zika vírus e chikungunya; além de implantar um banco de dados e elaborar os mapas temáticos quanto às ameaças, vulnerabilidade e riscos decorrentes desses vírus.

Ao todo, 100 agentes da Sespa estão responsáveis em supervisionar os serviços dos agentes de endemias dos municípios dando suporte, treinamento e orientações. O combate ao Aedes Aegypti, que pretende quebrar o ciclo do mosquito, deverá ser feito em duas etapas: a primeira ficará responsável em eliminar o inseto no estágio da larva. Este processo será durante o período chuvoso. Na época de menos chuva, o plano atacará o mosquito na fase de alado, ou seja, quando o Aedes Aegypt está na fase de jovem para adulto.

Vitor Mateus destaca ainda que cidades como Parauapebas e Altamira, apontadas pelo monitoramento da Sespa como áreas vermelhas de incidência das doenças, vão receber atenção redobrada no combate ao inseto.

Prevenção – Os vírus da dengue, chikungunya e zika levam a sintomas parecidos, como febre e dores musculares, mas as doenças têm gravidades diferentes, sendo a primeira a mais perigosa. A dengue, que pode ser provocada por quatro sorotipos diferentes do vírus, é caracterizada por febre repentina, dores musculares, falta de ar e moleza. A forma mais grave da doença é caracterizada por hemorragias e pode levar à morte.

O chikungunya caracteriza-se principalmente pelas intensas dores nas articulações. Os sintomas duram entre dez e 15 dias, mas as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. Complicações sérias e morte são muito raras. Já a febre por zika vírus leva a sintomas que se limitam a, no máximo, sete dias, sem deixar sequelas. Não há registro de casos de morte provocados pela doença no Pará. O tratamento para a zika é apenas paliativo, de suporte e de correção de sequelas. Logo, é preciso diminuir a incidência do mosquito transmissor. A Sespa também deixa claro que a preocupação com a zika segue os mesmos procedimentos em relação à dengue e chikungunya.

Recomendações – O Ministério da Saúde confirmou a relação entre o vírus zika e o surto de microcefalia no Nordeste do país. A confirmação foi possível a partir da identificação do Instituto Evandro Chagas, que detectou a presença do vírus em amostras de sangue e tecidos do recém-nascido que morreu no Ceará com suspeita da doença. Aos gestores e profissionais de saúde, a Sespa orienta que todos os casos de microcefalia sejam notificados imediatamente por meio de um formulário eletrônico e que também sejam reforçadas as ações de prevenção e controle vetorial em áreas urbanas e peri-urbanas, conforme estabelecido nas Diretrizes Nacionais de Programa Nacional de Controle da Dengue.

É importante que as gestantes mantenham o acompanhamento e as consultas de pré-natal nos serviços de saúde. Além disso, a orientação é que elas evitem o consumo de bebidas alcoólicas ou qualquer outro tipo de drogas, não usem medicamentos sem orientação médica e evitem contato com pessoas com febre ou infecções. A vulnerabilidade do feto tem maior risco no primeiro trimestre de gestação.

A microcefalia não é um agravo novo. Trata-se de uma má formação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Na atual situação, a investigação da causa é importante para identificar oportunamente a associação com o zika, e imediatamente tomarem-se as medidas de controle.

Publicidade

Veja
Também